CÂNCER INFANTIL

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O Fevereiro Laranja culmina no dia 15 de fevereiro, o Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil. No Brasil, o câncer já é a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, segundo o INCA.

Diferente do câncer em adultos, que muitas vezes está ligado a fatores ambientais e estilo de vida (como fumo e dieta), o câncer infantil costuma estar relacionado a mutações genéticas que ocorrem precocemente. Por isso, a prevenção é difícil, e o foco total deve ser no diagnóstico precoce.


1. Os Tipos Mais Comuns em Crianças

O câncer infantil se manifesta de forma diferente do adulto. As células cancerígenas são geralmente mais agressivas, mas também respondem melhor à quimioterapia.

  • Leucemias (33%): Afetam os glóbulos brancos. É o tipo mais comum.
  • Linfomas: Afetam o sistema linfático.
  • Tumores do Sistema Nervoso Central: Tumores no cérebro ou cerebelo.
  • Neuroblastoma: Tumor nas glândulas suprarrenais (comum em bebês).
  • Tumor de Wilms: Tumor que afeta os rins.
  • Osteossarcoma: Câncer nos ossos, mais comum em adolescentes.

2. Sinais de Alerta: Quando Procurar um Médico?

O grande desafio é que os sintomas do câncer infantil se parecem muito com doenças comuns da infância (viroses, rinites ou dores de crescimento). A regra de ouro é: se o sintoma persiste por mais de duas semanas e não melhora com tratamento comum, investigue.

  • Palidez e cansaço: Sem motivo aparente.
  • Manchas roxas ou sangramentos: Hematomas em locais que a criança não bateu (como costas ou abdômen).
  • Dores ósseas: Principalmente se acordarem a criança à noite.
  • Febre prolongada: Sem causa infecciosa óbvia.
  • Brilho esbranquiçado na pupila: Visível em fotos com flash (pode indicar Retinoblastoma).
  • Dores de cabeça e vômitos: Principalmente pela manhã.
  • Aumento de gânglios: Ínguas que crescem e não doem.

3. Tratamento e Chance de Cura

A boa notícia é que, quando diagnosticado precocemente e tratado em centros especializados, as chances de cura podem chegar a 80%.

  • Multidisciplinaridade: O tratamento envolve oncologistas pediátricos, cirurgiões, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.
  • Protocolos Modernos: Em 2026, o Brasil avançou no uso de imunoterapia e terapias-alvo para casos específicos de leucemia, reduzindo os efeitos colaterais da quimioterapia agressiva.

4. Como ajudar neste Fevereiro Laranja?

Muitas instituições (como o GRAACC ou o Instituto Ronald McDonald) dependem de doações para manter o tratamento de alta complexidade gratuito para famílias de baixa renda.

  • Doação de Sangue e Plaquetas: Pacientes em tratamento oncológico precisam de transfusões constantes.
  • Doação de Medula Óssea: O cadastro é simples (feita por coleta de sangue) e pode salvar crianças com leucemia que não respondem à quimioterapia.
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