Blindagem em Seminovos: Oportunidade de mercado ou dor de cabeça na manutenção?

COMPARTILHE

Belo Horizonte – A busca por segurança tem feito o mercado de veículos blindados seminovos crescer 15% em Minas Gerais neste início de 2026. No entanto, o que parece ser um investimento em tranquilidade pode esconder custos elevados se o comprador não estiver atento. No BSNotícias de hoje, explicamos o que você deve checar antes de fechar negócio em um “blindado usado”.

O Preço da Proteção

Um carro blindado seminovo costuma ter uma desvalorização maior que o modelo convencional. Isso acontece porque a manutenção é mais rigorosa. O peso extra (que varia de 150kg a 200kg) exige mais da suspensão, dos freios e, principalmente, do sistema de abertura dos vidros.

“Comprar um blindado exige um olhar clínico. Não é apenas ver se a lataria está boa, é entender se a estrutura suporta o peso extra há três ou quatro anos”, explica um consultor automotivo da região do Estoril, em BH.

O Vilão: A Delaminação

O problema mais comum em blindados usados é a delaminação dos vidros — quando as camadas de policarbonato começam a se separar, criando bolhas que prejudicam a visão e a segurança. O reparo de um único vidro pode custar caro, por isso, o comprador deve exigir o teste de luz e conferir se ainda há garantia da blindadora.

Documentação em Dia

Não basta o carro estar bonito; o documento deve constar a observação “Veículo Blindado”. Além disso, é indispensável o certificado de registro no Exército Brasileiro em nome do proprietário anterior e a autorização para a transferência. Rodar com blindagem irregular pode resultar em apreensão do veículo e multa pesada.


Please follow and like us:

Publicar comentário