Safra de Verão: La Niña traz chuvas irregulares e desafia produtores na reta final da colheita em Minas
Belo Horizonte – O encerramento de fevereiro, que deveria ser o auge da colheita da soja e do milho verão, está sendo marcado pela incerteza climática. No BSNotícias deste sábado (21), analisamos os efeitos do fenômeno La Niña, que em 2026 apresenta sua face mais severa para o agronegócio mineiro: a irregularidade hídrica. Enquanto algumas regiões celebram a produtividade, outras lutam contra o tempo e o solo seco.
O Contraste das Regiões
O cenário em Minas Gerais é de dualidade. No Norte de Minas e em parte do Vale do Jequitinhonha, o excesso de umidade e chuvas fora de época têm dificultado a entrada das máquinas no campo, ameaçando a qualidade do grão já maduro. Já no Sul de Minas e no Campo das Vertentes, o veranico (período prolongado sem chuva) acendeu o sinal de alerta, reduzindo o peso final dos grãos de milho que ainda estavam em fase de enchimento.
Preços e Mercado
Essa instabilidade reflete diretamente na Bolsa de Valores. Com a quebra parcial de safra em algumas microrregiões, o preço da saca de soja registrou uma leve alta nesta semana. O produtor que possui infraestrutura de armazenamento está optando por segurar o produto, aguardando uma valorização maior diante das perdas confirmadas em estados vizinhos.
A Importância do Seguro Agrícola
Em 2026, o seguro agrícola deixou de ser um “custo extra” para se tornar item de sobrevivência. Especialistas ouvidos pelo BSNotícias destacam que o gerenciamento de risco climático é a única forma de garantir o fluxo de caixa para a próxima safra (safrinha), cujas janelas de plantio já estão se fechando devido aos atrasos na colheita atual.



Publicar comentário