O “Passaporte do Boi”: Entenda como a rastreabilidade digital valoriza a arroba mineira em 2026

COMPARTILHE

Belo Horizonte – O mercado pecuário brasileiro vive uma virada de chave histórica neste início de 2026. Com a implementação gradual do Plano Nacional de Identificação Individual (PNIB), o antigo “brinco” visual está dando lugar a sistemas digitais de alta tecnologia. No BSNotícias deste domingo (22), mostramos por que o rastreamento individual deixou de ser uma burocracia para se tornar o maior diferencial competitivo do pecuarista mineiro, com bônus que podem elevar o preço da arroba em até 10%.

A Pressão do Mercado Internacional

A exigência não vem apenas de Brasília, mas principalmente de grandes importadores como a União Europeia e a China. Em 2026, as novas leis antidesmatamento (como a EUDR europeia) exigem que cada lote de carne exportado tenha sua origem comprovada desde o nascimento do animal. Sem a rastreabilidade digital, o acesso aos mercados que pagam em dólar e euro torna-se restrito.

Biometria e Identificação Individual

A grande novidade deste ano é a popularização da biometria pelo focinho. Assim como a impressão digital humana, o focinho do boi é único. Aplicativos homologados pelo Ministério da Agricultura já permitem que o produtor faça o registro do animal apenas com a câmera do celular. “O brinco eletrônico é a placa, mas a biometria é o chassi do animal. É uma segurança extra contra furtos e fraudes”, explica um consultor de pecuária de precisão.

Bônus no Bolso do Produtor

As indústrias frigoríficas em Minas Gerais já estão trabalhando com tabelas de bônus para animais rastreados. Em média, o gado que possui histórico digital completo (sanidade, vacinação e origem) recebe um ágio que ajuda a compensar o aumento dos custos de produção, que subiram cerca de 30% no último ciclo. Com a projeção da arroba podendo atingir novos recordes até o final de 2026, a rastreabilidade é a garantia de margem de lucro para o criador.

Please follow and like us:

Publicar comentário