Pesquisa DATATEMPO: Lula Lidera em MG, mas Direita Encosta e Disputa Segue Aberta para 2026
A nova rodada da pesquisa DATATEMPO, realizada entre os dias 20 e 23 de março de 2026, mostra que o presidente Lula mantém o favoritismo em Minas Gerais, vencendo tanto no primeiro turno quanto em todas as simulações de segundo turno. No entanto, o crescimento de nomes como Flávio Bolsonaro (PL) e a resistência de Romeu Zema (Novo) mostram que o cenário está longe de uma definição antecipada.
1. Cenário de 1º Turno (Estimulada)
Lula aparece consolidado na liderança, mas a soma das forças de oposição sugere uma disputa acirrada.
- Lula (PT): 36,2%
- Flávio Bolsonaro (PL): 17,4%
- Romeu Zema (Novo): 13,8%
- Ratinho Jr. (PSD): 4,1%
- Ronaldo Caiado (União): 3,5%
- Brancos/Nulos/Indecisos: 25% (Número considerado alto para o período)
2. Simulações de 2º Turno em Minas
O presidente Lula vence todos os confrontos diretos, mas o empate técnico (dentro da margem de erro) com o clã Bolsonaro e com o atual governador chama a atenção:
| Confronto Direto | Lula (PT) | Adversário |
| Lula x Flávio Bolsonaro | 45,8% | 42,1% |
| Lula x Romeu Zema | 46,2% | 39,5% |
| Lula x Tarcísio de Freitas | 44,9% | 41,8% |
3. Rejeição: O Grande Obstáculo
A pesquisa também mediu em quem o mineiro não votaria de jeito nenhum. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados como os mais rejeitados no estado, o que explica o alto número de indecisos que buscam uma “terceira via”.
- Rejeição Lula: 42%
- Rejeição Flávio Bolsonaro: 41%
- Rejeição Zema: 32%
4. O “Fator Evangélico” e o Interior
A DATATEMPO destaca que Flávio Bolsonaro conseguiu consolidar a base evangélica em Minas, onde vence Lula por uma margem de 12 pontos. Já o atual presidente mantém sua força concentrada no Norte de Minas e nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, além da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Análise do Editor: “Minas Gerais continua sendo o termômetro do Brasil. A liderança de Lula é real, mas a resiliência da direita, mesmo com Zema perdendo fôlego presidencial, mostra que o antipetismo ainda é uma força motriz poderosa no estado”, avaliam os analistas do instituto.



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