JAQUES WAGNER É CITADO NA DELAÇÃO DE VORCARO

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A menção ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, no contexto das investigações e de uma possível delação do banqueiro Daniel Vorcaro (do Banco Master), envolve uma série de desdobramentos políticos e policiais recentes neste ano de 2026.

Aqui está o resumo dos fatos para você entender o cenário:

O foco das investigações e a operação da PF

A Polícia Federal investiga um suposto esquema envolvendo fraudes e favorecimento. No centro da linha de investigação que atinge o senador está o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master.

  • O esquema: A suspeita é de que Augusto Lima tenha implementado, ainda durante a gestão de Jaques Wagner como governador da Bahia (2007-2014), um sistema de crédito consignado para servidores públicos (o Credcesta). Esse sistema se tornou um dos principais ativos financeiros do banco.
  • A suspeita de propina: A PF investiga se o senador recebeu um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões como propina do empresário em troca de beneficiar os interesses do grupo financeiro. Também são apurados repasses para uma empresa ligada a um familiar de Wagner.

A posição de Jaques Wagner no Plenário

Antes mesmo de sofrer mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Jaques Wagner foi ao plenário do Senado para se defender e rebatou as suspeitas:

O que disse o senador: Wagner classificou as acusações de fraude envolvendo o banco como “levianas”. Ele negou veementemente ter qualquer vínculo ou negócio com Daniel Vorcaro, afirmando que só o viu duas vezes na vida (uma em Salvador e outra em São Paulo).

O parlamentar também fez duras críticas à validade de delações premiadas de pessoas que estão presas, questionando se esses depoimentos seriam realmente voluntários ou fruto de coação. Em entrevistas à imprensa, ele chegou a dizer que estava “tranquilo e calmo”, pontuando que se Vorcaro resolvesse delatar as falcatruas do banco, achava “ótimo” porque “tem muita gente debaixo da cama”.

O status da Delação de Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro chegou a assinar um termo de confidencialidade com a PF e com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para iniciar as tratativas de um acordo de colaboração premiada, o que gerou bastante apreensão nos bastidores do Palácio do Planalto devido ao temor de que o caso respingasse no Executivo.

No entanto, analistas apontam que a negociação travou recentemente. A PGR e a PF recusaram propostas de depoimento apresentadas pela defesa de Vorcaro sob o argumento de que a delação seria “seletiva” e “fraca”, ou seja, o banqueiro não estaria trazendo provas ou fatos novos substanciais além daquilo que as autoridades já descobriram analisando os seus próprios aparelhos celulares apreendidos.

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