PF indicia Euclydes Pettersen: Presidente do Republicanos-MG é apontado como operador político de desvios no INSS

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A Polícia Federal concluiu o indiciamento do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG). A investigação, que corre em segredo de Justiça, aponta que o parlamentar mineiro teria recebido pelo menos R$ 14,7 milhões em propinas para garantir a sustentação política e facilitar a atuação do esquema dentro do órgão previdenciário.

Pettersen foi indiciado pelos crimes de:

  • Organização criminosa
  • Lavagem de dinheiro
  • Corrupção passiva

O Esquema de Descontos Indevidos

Segundo o relatório da PF, a fraude consistia no desconto não autorizado de mensalidades associativas diretamente nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS, sem o consentimento das vítimas.

O esquema teria sido operado por meio de entidades ligadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares (Conafer) e outras associações, movimentando e desviando mais de R$ 708 milhões.

[Desconto Indevido na Aposentadoria] ➔ [Entidades de Fachada (Conafer/Outras)] ➔ [Distribuição de Propina a Políticos]

O Papel de Pettersen na Investigação

Os investigadores descrevem o parlamentar mineiro como uma “figura essencial” para a engrenagem do grupo criminoso. De acordo com os relatórios policiais:

  • O Codinome “Herói E”: Em planilhas de contabilidade paralela apreendidas com os operadores do esquema, o deputado seria identificado pelo apelido de “Herói E”.
  • Contas de Passagem e Lavagem: Os valores de propina teriam sido pulverizados através de contas de terceiros, empresas de fachada e, posteriormente, ocultados por meio de investimentos no setor de pecuária, aquisição de fazendas e na compra de aeronaves (um jatinho particular do deputado chegou a ser apreendido pela PF no final de 2025).
  • Trânsito Político: Pettersen utilizaria sua influência no Congresso para indicar cargos estratégicos na cúpula do INSS e blindar as entidades envolvidas de fiscalizações internas.

O Posicionamento do Deputado e sua Defesa

O deputado federal Euclydes Pettersen nega veementemente qualquer participação no esquema de desvios.

Em notas anteriores divulgadas por sua assessoria de imprensa e advogados, a defesa do parlamentar classificou as denúncias como “infundadas” e sustentou que os fatos narrados por delatores do processo são “inexistentes” e “tentativas vazias de dar relevância a depoimentos sem elementos reais de corrupção”. O parlamentar afirma estar totalmente à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários e provar sua inocência.

Constrangimento Político para o Partido

O indiciamento cria uma situação politicamente delicada para o partido em Minas Gerais, em especial para o senador Cleitinho Azevedo. Cleitinho é um dos principais defensores públicos no Congresso para a instalação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) destinada a passar o INSS a limpo e punir os envolvidos nas fraudes contra aposentados.

Até o momento, a direção nacional do partido Republicanos não anunciou intervenção no diretório estadual de Minas Gerais.

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