Após registrar candidatura, Pablo Marçal liga para Flávio Bolsonaro para selar “pacto de não agressão”, mas sofre duro revés no TSE

COMPARTILHE

Empresário telefonou ao senador para blindar relação com a base conservadora; horas depois, Justiça Eleitoral barra sua ida a debates na TV e mantém trava jurídica por inelegibilidade.

Por Redação BS Notícias

Logo após protocolar oficialmente seu pedido de registro de candidatura à Presidência da República pelo PRTB, o empresário e influenciador Pablo Marçal realizou uma ligação telefônica direta ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O movimento de bastidores teve como objetivo principal desarmar atritos imediatos dentro do campo da direita e estabelecer uma convivência pacífica com a família do ex-presidente.

Segundo o próprio Marçal, o recado foi direto: “Na hora que minha candidatura foi registrada, a primeira pessoa para quem eu liguei foi o Flávio e falei para ele: ‘Segue seu caminho em paz porque você não terá problema comigo'”. O gesto buscou evitar uma guerra aberta entre as duas frentes conservadoras e rechaçar acusações de que sua entrada na disputa teria o objetivo de fragmentar ou sabotar a oposição.

Ao insistir em seu nome, Marçal busca consolidar uma liderança própria e independente no eleitorado anti-sistema, garantindo palanque nacional e medindo forças com os grupos tradicionais da política brasileira.

TSE fecha o cerco: proibição de debates e veto a recursos

Apesar da articulação política, a viabilidade prática da candidatura de Marçal sofreu um golpe contundente nesta quinta-feira (20). O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, proibir o empresário de participar de debates na televisão e no rádio, além de vetar sua presença no horário eleitoral gratuito e bloquear seu acesso às verbas dos Fundos Eleitoral e Partidário.

A decisão liminar foi concedida a pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) sob a relatoria da ministra Estela Aranha, sob o argumento de que a campanha apresenta inviabilidade jurídica prévia.

Inelegibilidade até 2032 complica o registro

A situação jurídica de Pablo Marçal é apontada por especialistas como altamente delicada. O empresário permanece inelegível por oito anos — com efeitos que se estendem até outubro de 2032 — em razão de uma condenação imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por uso indevido dos meios de comunicação social durante as eleições municipais de 2024.

O julgamento definitivo do mérito sobre a impugnação do registro de candidatura ainda será realizado pela Corte eleitoral nos próximos dias. Enquanto isso, sem acesso aos palanques de TV, sem debates e sem recursos públicos de campanha, Marçal fica confinado quase que exclusivamente às redes sociais, precisando equilibrar o isolamento imposto pela Justiça com os acordos de bastidores para não se desgastar com o eleitorado conservador.

Please follow and like us:

Publicar comentário

Você pode ter perdido