Luxação de Patela e Displasia Coxofemoral: O perigo dos pisos lisos para as articulações dos pets
Falta de tração ao caminhar e saltar de sofás gera microtraumas cumulativos nos joelhos e quadris de cães de todas as raças e portes.
BS Notícias | Redação Pet
Pisos de porcelanato, cerâmica vitrificada e laminados de madeira deixam a casa bonita, mas funcionam como pistas de patinação para as patas de cães e gatos. O esforço constante para manter o equilíbrio e as derrapagens ao correr geram sobrecarga mecânica nas articulações, acelerando a manifestação clínica de doenças ortopédicas como a luxação de patela e a displasia coxofemoral.
Mecânica da lesão e grupos de risco
- Pequeno porte (Spitz Alemão, Poodle, Yorkshire, Shih-tzu): Apresentam forte predisposição à luxação de patela, onde o osso do joelho escorrega para fora do sulco troclear. O escorregamento constante em pisos lisos aprofunda o desgaste da cartilagem.
- Grande porte (Golden Retriever, Pastor Alemão, Labrador, Rottweiler): A falta de aderência agrava o desencaixe entre o fêmur e a bacia (displasia coxofemoral), causando dor crônica e perda precoce de mobilidade.
Adaptações essenciais para o lar:
- Passadeiras emborrachadas: Criar “corredores de tração” com tapetes antiderrapantes ou de EVA nos locais onde o cão mais circula e corre.
- Rampas e escadas de apoio: Facilitar o acesso a camas e sofás, eliminando o impacto articular repetitivo dos saltos.
- Aparagem de pelos nas patas: A tosa higiênica entre as almofadas plantares (coxins) impede que os pelos impeçam o contato direto da pele antiderrapante do cão com o chão.
Please follow and like us:



Publicar comentário