O mercado de carros híbridos usados ganha força: O que checar na bateria e no conjunto elétrico antes de fechar negócio

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O aumento da frota de veículos eletrificados no Brasil começa a movimentar com intensidade o mercado de seminovos e usados. Modelos híbridos leves (MHEV), plenos (HEV) e plug-in (PHEV) atraem compradores interessados na economia exemplar de combustível e na isenção ou desconto de tributos. No entanto, a compra de um híbrido com três ou quatro anos de uso exige um protocolo de inspeção pré-compra completamente diferente do adotado para veículos puramente a combustão.

O componente mais crítico é o estado de saúde da bateria de alta tração (State of Health – SoH). Embora os pacotes de baterias sejam projetados para durar a vida útil do carro, fatores como clima quente, ciclos inadequados de recarga em tomadas domésticas sem aterramento correto e longos períodos com o carro parado podem acelerar a degradação das células. A manutenção preventiva também exige atenção redobrada ao sistema de arrefecimento dedicado exclusivamente ao inversor e ao motor elétrico, além do estado dos freios regenerativos.

  • Diagnóstico computadorizado especializado: Exija a passagem de um scanner automotivo específico que leia individualmente a voltagem das células da bateria e indique a porcentagem real de degradação.
  • Histórico rigoroso de revisões: Verifique se as trocas do fluido de arrefecimento do sistema elétrico e as atualizações de software da transmissão híbrida foram feitas em concessionária ou oficina de referência.
  • Comportamento na transição de motores: Durante o test-drive, avalie se a transição entre a propulsão elétrica e o acionamento do motor a combustão ocorre de forma suave, sem trancos ou ruídos metálicos.
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