Com migração de suplente, PL assegura maioria da bancada de Minas no Senado a partir de 2027
BELO HORIZONTE — A representação de Minas Gerais no Senado Federal passará por uma reformulação expressiva a partir de 1º de fevereiro de 2027. O desfecho das eleições de 2026, somado à troca partidária nos bastidores, garantiu ao Partido Liberal (PL) duas das três cadeiras do estado na Casa Alta, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) volta a ocupar uma vaga por Minas.
Nas urnas de outubro, os eleitores mineiros escolheram o deputado federal Domingos Sávio (PL) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) para mandatos de oito anos (2027–2035). O atual senador Carlos Viana (PSD), que tentava a reeleição, não obteve votos suficientes para renovar o mandato.
A terceira vaga do estado, cujo mandato vai até janeiro de 2031, pertencia a Cleitinho Azevedo. Com a eleição do parlamentar para o Governo de Minas Gerais, a cadeira no Senado será herdada pelo seu primeiro suplente, o empresário Alex Sandro Coelho Diniz.
A virada de bancada com Alex Diniz
Embora tenha sido eleito em 2022 na chapa de Cleitinho originalmente vinculada à coligação liderada à época no campo conservador, Alex Diniz migrou para o Partido Liberal (PL).
Com a mudança de legenda, o Republicanos perde sua representação direta pelo estado no Senado, e o PL consolida uma bancada dupla por Minas Gerais. Alex Diniz, empresário do ramo supermercadista com base em Governador Valadares, exercerá os quatro anos restantes do mandato (2027–2031).
Como fica a composição de Minas Gerais no Senado (2027)
A partir da nova legislatura, a configuração dos três senadores mineiros será:
| Senador | Partido | Período de Mandato | Origem da Vaga |
| Domingos Sávio | PL | 2027 – 2035 | Eleito em 2026 (1º lugar) |
| Marília Campos | PT | 2027 – 2035 | Eleita em 2026 (2º lugar) |
| Alex Diniz | PL | 2027 – 2031 | Suplência de Cleitinho Azevedo |
O cenário desenha um equilíbrio polarizado: o PL passa a deter dois terços da bancada estadual em Brasília, garantindo peso à oposição ou base conservadora, enquanto o PT mantém uma porta-voz de peso do campo progressista e alinhada ao governo federal.



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