Agenda cultural no Jalapão: vivências quilombolas, artesanato de capim-dourado e luau movimentam o fim de semana
Para quem está em expedição pelas paisagens do Jalapão entre esta sexta-feira (23) e o próximo domingo (25/10/2026), o entretenimento na região vai muito além dos banhos em fervedouros e trilhas em veículos 4×4. As cidades-base do parque estadual — especialmente Mateiros, São Félix do Tocantins e Ponte Alta — oferecem uma programação cultural intimista, pautada pela música de viola, gastronomia típica do cerrado e pelo contato direto com as tradições das comunidades quilombolas.
Destaques da programação (23 a 25 de outubro)
- Sexta-feira (23/10) – Imersão nas origens do capim-dourado no Povoado Mumbuca (Mateiros): A comunidade quilombola Mumbuca, berço do artesanato em capim-dourado, promove encontros culturais no fim da tarde. Os visitantes podem acompanhar rodas de conversa com as mestras artesãs, assistir à demonstração da costura com a fibra do buriti e ouvir os tradicionais cantos de roda que contam a história da fundação do povoado.
- Sábado (24/10) – Noite gastronômica e música regional em São Félix do Tocantins: O centro de São Félix reúne viajantes e moradores com apresentações acústicas de moda de viola e forró pé-de-serra em pequenos restaurantes e pousadas locais. Os cardápios destacam pratos à base de pequi, mandioca, carne de sol e doces caseiros de buriti, perfeitos para repor as energias após o roteiro nos fervedouros.
- Sábado (24/10) – Luau e observação astronômica nas Dunas e campings de Mateiros: Aproveitando a baixa luminosidade artificial do cerrado e o céu limpo desta época do ano, grupos de expedição e campings estruturados organizam fogueiras e luaus contemplativos, com contação de lendas locais e sessões de astrofotografia do céu estrelado do Jalapão.
- Domingo (25/10) – Feira de biojoias e vivência ribeirinha em Ponte Alta do Tocantins: Conhecida como o portal de entrada do Jalapão, a cidade de Ponte Alta concentra feirinhas matinais de artesanato e produtos agroecológicos na praça central, com venda direta de peças em capim-dourado, licores regionais e farinhas artesanais antes do retorno dos turistas para Palmas.
Para quem vai circular entre as comunidades, guias locais reforçam a importância de respeitar os horários de visitação dos povoados tradicionais e levar dinheiro em espécie, já que o sinal de telefonia e as maquininhas de cartão oscilam com frequência na região.



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