Hanseníase: A Doença da Pele e Nervos que Tem Cura e Exige Combate ao Preconceito
Saúde Pública e Dermatologia — A Hanseníase, ainda popularmente conhecida pelo termo histórico lepra, é uma doença infecciosa e crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Apesar de ser totalmente curável, continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil, que está entre os países com maior número de novos casos no mundo. A doença afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar incapacidades se o diagnóstico for tardio.
🦠 Transmissão e Sintomas
A Hanseníase é transmitida por meio das vias respiratórias superiores (gotículas de saliva, tosse ou espirro) de pacientes que não estão em tratamento. É importante ressaltar que:
- Contato Prolongado: A doença não é altamente contagiosa. A transmissão geralmente exige um convívio íntimo e prolongado com o paciente sem tratamento.
- Imunidade: A maioria das pessoas que entra em contato com o bacilo de Hansen possui resistência natural à doença. Apenas uma pequena porcentagem desenvolve os sintomas.
- Incubação Lenta: O período de incubação (entre o contágio e o aparecimento dos sintomas) é longo, podendo variar de meses a décadas, sendo mais comum entre 3 e 5 anos.
Sinais de Alerta
O sintoma mais característico da Hanseníase é o surgimento de manchas na pele (que podem ser brancas, avermelhadas ou acastanhadas) com alteração ou perda de sensibilidade (térmica, dolorosa e tátil) ou de secreção de suor.
Outros sintomas incluem:
- Comprometimento Neural: Sensação de dormência, formigamento, ou fraqueza muscular nas extremidades (mãos, pés, braços e pernas).
- Lesões: Caroços ou inchaços na pele (nódulos), especialmente nos lóbulos das orelhas.
- Dificuldade Motora: Incapacidade de fechar totalmente as pálpebras (o que pode levar a problemas de visão).
🩺 Diagnóstico e Tratamento
A Hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico precoce é fundamental para evitar as sequelas:
- Diagnóstico: É feito clinicamente pelo dermatologista ou clínico geral através do exame da pele e da sensibilidade, e confirmado por biópsia da lesão, se necessário.
- Poliquimioterapia (PQT): O tratamento é via oral, com uma combinação de antibióticos (dapsona, rifampicina e clofazimina) e varia



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