Relator da dosimetria protocola novo projeto de anistia no SenadoEsperidião Amin (PP-SC) apresentou projeto que propõe o perdão total das penas aplicadas aos condenados pela trama golpista

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O cenário político no Senado Federal ganhou um novo capítulo relevante nesta semana com a movimentação do senador Esperidião Amin (PP-SC). O parlamentar, que atua como relator da subcomissão de dosimetria de penas, protocolou um novo projeto de lei que visa conceder anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Abaixo, detalhamos os pontos centrais dessa proposta e o contexto jurídico em que ela se insere.


📝 Os Pilares do Projeto de Esperidião Amin

O projeto de lei foca naqueles que foram processados e condenados sob a acusação de participação em uma suposta “trama golpista”. Os principais argumentos apresentados pelo relator incluem:

  • Perdão Total: A proposta prevê a extinção da punibilidade, o que significa que as penas (prisão, multas e restrições de direitos) seriam anuladas.
  • Crítica à Dosimetria: Amin argumenta que houve uma “desproporcionalidade” nas penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que crimes de menor potencial ofensivo teriam recebido condenações excessivas (algumas chegando a 17 anos de prisão).
  • Pacificação Nacional: O texto sustenta que a medida é necessária para “desinflamar” o ambiente político do país, permitindo que o debate retorne à normalidade democrática.

⚖️ O Contexto Jurídico: O que é a Anistia?

No Direito Brasileiro, a anistia é um instrumento legislativo que apaga o crime e suas consequências penais.

Diferenças Importantes:

  • Anistia: É concedida pelo Congresso Nacional por meio de lei. Ela foca no “fato” (o evento histórico) e apaga todos os efeitos penais.
  • Indulto: É um poder exclusivo do Presidente da República, geralmente concedido de forma coletiva em datas específicas (como o Natal), focando na redução ou perdão da pena, mas não necessariamente apagando o crime.

🚩 Desafios e Próximos Passos

O protocolo do projeto é apenas o início de um longo rito legislativo que promete fortes embates:

  1. Comissões: O texto deve passar primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde será avaliada sua constitucionalidade.
  2. Plenário: Se aprovado nas comissões, precisa de maioria simples no Plenário do Senado e, posteriormente, da Câmara dos Deputados.
  3. Barreira no STF: Juristas apontam que, mesmo se aprovada pelo Congresso, a lei de anistia poderá ser questionada no STF. A Corte pode declarar a lei inconstitucional se entender que crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de anistia.

📊 Reações Políticas

LadoArgumento Principal
Favoráveis (Oposição)Alegam que as condenações foram políticas e que não houve individualização correta das condutas.
Contrários (Governo/Base)Defendem que anistiar ataques às instituições gera impunidade e incentiva novos atos contra a democracia.

A proposta de Amin surge em um momento em que a subcomissão de dosimetria busca analisar se os critérios usados nas condenações do 8 de janeiro seguiram os padrões do Código Penal brasileiro ou se houve “excepcionalidade jurídica”.

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