LEO DIAS ROMPE SOCIEDADE

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O rompimento entre o jornalista Leo Dias e seu ex-sócio Thiago Miranda tornou-se um dos assuntos centrais no mercado de influência e política nesta semana de janeiro de 2026. O caso envolve uma suposta “milícia digital” financiada para descredibilizar o Banco Central (BC).

Aqui está o resumo dos fatos e os detalhes da investigação.


⚖️ O Estopim: O “Caso Master” e o Ataque ao BC

A crise começou após a Polícia Federal (PF) abrir uma investigação sobre uma rede de influenciadores que estaria sendo paga para atacar o Banco Central e seus diretores.

  • O Contexto: O BC decretou a liquidação do Banco Master (instituição comandada por Daniel Vorcaro) no final de 2025 por problemas de liquidez.
  • A Estratégia: Surgiu uma campanha coordenada, apelidada de “Projeto DV” (iniciais de Daniel Vorcaro), para disseminar a narrativa de que o BC agiu de forma precipitada e política.
  • Valores Milionários: Investigações apontam que influenciadores receberam propostas que variavam de R$ 250 mil a R$ 2 milhões por contratos de três meses de postagens críticas à autoridade monetária.

🤝 O Fim da Sociedade Leo Dias e Thiago Miranda

Thiago Miranda, que atuou como CEO do Grupo LeoDias até junho de 2025, foi apontado como o responsável pela Agência Mithi, a empresa que teria intermediado as contratações dos influenciadores.

  • A Saída de Miranda: Leo Dias confirmou que Thiago Miranda se desligou oficialmente do grupo em junho de 2025.
  • Distanciamento: Leo Dias declarou publicamente que não possui qualquer vínculo com a Agência Mithi e que seu portal de notícias não participou de nenhuma ação coordenada de ataques ao Banco Central.
  • Provas de Pagamento: Relatórios indicam que ao menos um dos pagamentos a influenciadores teria partido da conta pessoal de Miranda.

🔍 Influenciadores no Alvo

A campanha teria recrutado desde influenciadores de fofocas até nomes do setor de finanças para dar um ar de “indignação espontânea”.

  • Perfis Citados: Nomes como Carol Dias e André Dias (do podcast Irmãos Dias) foram citados em reportagens, mas negaram recebimentos e afirmaram que processarão os acusadores.
  • Contratos de Confidencialidade: Para garantir o sigilo, a agência exigia a assinatura de contratos com multas de até R$ 800 mil em caso de vazamento da origem do dinheiro.

📊 Impactos e Desdobramentos

PersonagemSituação Atual (Janeiro 2026)
Daniel VorcaroSob investigação da PF e usando tornozeleira eletrônica após prisão temporária.
Thiago MirandaNo centro do inquérito sobre a rede de influenciadores; não retornou contatos da imprensa.
Leo DiasSegue com o portal independente após encerrar a sociedade com Miranda.
Banco CentralRecebeu notas de apoio da Febraban e outras associações do setor contra os ataques.

O caso levanta um debate profundo sobre a ética no marketing de influência e o uso de “mídias digitais” para interferir em decisões técnicas de órgãos reguladores do Estado.

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