Anvisa barra remédios e produtos “naturais” vendidos sem registro
Alerta de Saúde: Anvisa Suspende Venda de Produtos “Naturais” Irregulares
A “onda verde” do autocuidado e da busca por alternativas naturais encontrou um obstáculo rigoroso nesta semana. A Anvisa publicou no Diário Oficial da União uma série de resoluções que barram a circulação de dezenas de lotes de emagrecedores, suplementos vitamínicos e fitoterápicos vendidos principalmente em plataformas de e-commerce e redes sociais.
O Perigo do “Natural” Sem Controle
A principal justificativa da agência é a ausência de comprovação de segurança e eficácia. Muitos desses produtos, embora prometam curas milagrosas ou emagrecimento rápido através de ervas, escondem riscos graves:
- Substâncias Ocultas: Testes laboratoriais em produtos similares já detectaram a presença de fármacos controlados, como sibutramina e antidepressivos, não declarados no rótulo.
- Contaminação: Sem o registro, não há garantia de que o processo de fabricação siga as Boas Práticas de Fabricação (BPF), o que pode resultar em contaminação por fungos, bactérias ou metais pesados.
- Toxicidade Hepática: Algumas plantas, quando mal processadas ou em concentrações erradas, podem causar lesões severas no fígado e rins.
Como Identificar um Produto Regular?
Para que um produto seja vendido legalmente no Brasil como medicamento fitoterápico ou suplemento alimentar com alegações de saúde, ele deve seguir critérios rígidos.
| Tipo de Produto | Exigência da Anvisa | Onde Conferir |
| Medicamento Fitoterápico | Número de registro com 13 dígitos (inicia com 1) | Rótulo e site da Anvisa |
| Suplemento Alimentar | Notificação sanitária ou registro (dependendo da substância) | Rótulo (deve constar “Suplemento Alimentar”) |
| Chás e Alimentos | Dispensados de registro, mas proibidos de prometer “cura” | Rótulo (CNPJ do fabricante visível) |
Fiscalização no Mundo Digital
O foco da Anvisa em 2026 tem sido o monitoramento de marketplaces e perfis de influenciadores. A agência alerta que sites que hospedam esses anúncios também podem ser responsabilizados solidariamente. A recomendação para o consumidor é desconfiar de promessas como “cura para o câncer”, “emagrecimento de 10kg em uma semana” ou “tratamento definitivo para diabetes”.
O que fazer se você comprou um produto barrado?
- Suspenda o uso imediatamente.
- Denuncie: Utilize o sistema Fala.BR ou o portal da Anvisa para informar o local da compra.
- Consulte um profissional: Se sentir sintomas como palpitações, insônia ou dor abdominal, procure um médico e leve o frasco do produto para análise.
Nota do Especialista: “O termo ‘natural’ não é sinônimo de seguro. Até o veneno de cobra é natural. O que garante a segurança do paciente é o rigor técnico da farmacovigilância”, afirma o conselho de especialistas da agência.



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