Café e Cacau: Valorização de Commodities em 2026 Atrai Novos Investimentos para MG e BA
Nesta terça-feira (24), o mercado de commodities destaca o excelente momento vivido por duas culturas tradicionais: o café e o cacau. Em 2026, a combinação de quebras de safra em países concorrentes e a alta demanda por produtos de “origem controlada” colocou o Brasil em uma posição de liderança absoluta em preços.
Minas Gerais e o Café: O sul e o cerrado mineiro registram uma valorização de 20% no preço da saca do café arábica em comparação ao mesmo período de 2025. O foco em cafés especiais, que atendem ao mercado europeu e asiático, tem transformado fazendas em Minas em verdadeiros modelos de tecnologia e sustentabilidade, atraindo fundos de investimento estrangeiros.
O Renascimento do Cacau na Bahia: No sul da Bahia, o cenário é de renovação. Com o controle da vassoura-de-bruxa e a introdução de clones mais resistentes, a produção de cacau fino em sistemas de cabruca voltou a ser altamente rentável. O preço da arroba do cacau em 2026 atingiu patamares históricos, incentivando jovens produtores a retornarem às fazendas da região de Ilhéus e Itabuna.
Perspectivas: Especialistas consultados pelo BSNotícias indicam que a tendência para o restante de 2026 é de manutenção dos preços altos, desde que o produtor invista em certificações ambientais, que passaram a ser exigência obrigatória para exportação para a União Europeia desde o ano passado.



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