COLUNA DO SEU LUÍS: O Paraná e o Jogo de Truco de 2026
Olha, meu amigo leitor, o jogo no Paraná subiu de temperatura e agora temos um favorito nas pesquisas que faz muita gente perder o sono, além de uma briga de “cachorro grande” pelas cadeiras de Brasília.
O Favoritismo de Sergio Moro
Não dá para falar de 2026 sem falar do atual senador Sergio Moro (União Brasil). Ele lidera as pesquisas para o Governo e carrega com ele o recall da Lava Jato e, mais importante, o apoio estratégico da família Bolsonaro. Moro é a peça que tenta unir o desejo de ordem com a força do voto conservador, tendo hoje uma penetração fortíssima no interior, onde o “lavajatismo” ainda pulsa.
Os Herdeiros da Situação
Pelo lado da situação, a briga é interna. O vice-governador Darci Piana representa o Porto e a Indústria, mas o nome de Rafael Greca (PSD) é o que faz sombra. Greca é o mestre de Curitiba, mas o desafio dele sempre foi “atravessar a Serra do Mar”. O interior olha para Greca e vê a capital; ele vai precisar de muito café e estrada para convencer o produtor de soja de Londrina, Cascavel e Maringá que ele não é só o “prefeito da capital das flores”. Outro nome que corre por fora, mas com força no interior, é o de Sandro Alex, que tem a chave das estradas na mão.
O Nó do Senado: Filipe Barros x Gleisi Hoffmann
Se a disputa pelo Palácio Iguaçu está quente, a briga pelo Senado virou um campo de batalha nacional entre Lula e Bolsonaro:
- Filipe Barros (PL): O deputado de Londrina é o “escolhido” de Jair Bolsonaro. Representa o interior, a força de Londrina e o conservadorismo raiz. Barros entra no jogo com a missão de ser o senador do ex-presidente no Paraná, batendo de frente com qualquer tentativa da esquerda de avançar no estado.
- Gleisi Hoffmann (PT): É a peça-chave do presidente Lula. O Planalto quer a volta de Gleisi ao Senado para fortalecer a base de sustentação em Brasília. Ela é a voz oficial do PT e terá todo o peso da máquina federal para tentar vencer a resistência histórica do eleitorado paranaense ao partido.
Outros Nomes no Tabuleiro
Ainda correm por fora nomes de peso como Ricardo Barros (PP), o mestre da articulação em Maringá, e Paulo Martins (PL), que teve votação expressiva na última eleição. Sem esquecer de Felipe Francischini, que também busca seu espaço nesse congestionamento de candidaturas à direita.
O Veredito do Seu Luís
O que eu digo pra você, leitor, é o seguinte: o Paraná em 2026 será o palco da maior polarização do país. De um lado, o interior “Pé Vermelho” com Filipe Barros e Moro; de outro, a capital e a força federal com Gleisi e o grupo de Lula. O eleitor paranaense vai ter que escolher entre o “pinhal” e a “estrela”, entre o “juiz” e os “políticos da casa”. Como no truco, quem grita “seis” primeiro nem sempre tem o “zap”, mas que a partida vai ser barulhenta, disso você pode ter certeza!



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