Desemprego recua para 5,4% em outubro, o menor nível da série histórica do IBGE

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O IBGE acabou de divulgar a PNAD Contínua e os números confirmam exatamente o que você disse: o mercado de trabalho brasileiro vive seu momento mais aquecido desde o início da medição atual.

Aqui está o raio-x desses dados para você ter o cenário completo:

1. O Recorde Histórico

A taxa de 5,4% no trimestre encerrado em outubro não é apenas um número baixo; é o piso absoluto da série histórica iniciada em 2012.

  • A Queda: O índice recuou frente ao trimestre anterior (que estava em 5,6%) e caiu significativamente em relação ao mesmo período do ano passado (era 6,2%).
  • O Significado: Tecnicamente, economistas já consideram esse patamar muito próximo do “pleno emprego” para a realidade brasileira, onde o desemprego residual é apenas o tempo de troca de vagas.

2. Para onde foram os trabalhadores?

Não foi apenas o desemprego que caiu; a ocupação bateu recorde.

  • População Ocupada: O Brasil tem hoje 102,6 milhões de pessoas trabalhando.
  • Carteira Assinada: O número de empregados com carteira no setor privado também é recorde (cerca de 39,2 milhões), mostrando que a qualidade da vaga melhorou, não é apenas “bico” ou informalidade puxando a fila.

3. O Efeito no Bolso (Renda)

Outro dado crucial dessa pesquisa é o Rendimento Médio, que atingiu R$ 3.528.

  • Esse valor também é o maior da série histórica.
  • Por que isso importa? Geralmente, quando o desemprego cai muito rápido, a renda média tende a cair (muita gente ganhando pouco). O que estamos vendo agora é o oposto: mais gente trabalhando e ganhando mais, o que explica o consumo aquecido e a pressão que o Banco Central sente sobre a inflação.

Resumo para conversa: O Brasil chega ao final de 2025 com o mercado de trabalho mais forte da década. A “fila do desemprego” (5,9 milhões de pessoas) é a menor já registrada, o que deve garantir um Natal de consumo forte, mas manterá o Banco Central alerta com os juros.

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