FAZENDA DE JEGUES

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A criação de jegues (ou jumentos) passou de uma atividade de subsistência para um negócio altamente profissional e lucrativo em 2026. Se antes esses animais eram vistos apenas para carga e trabalho no campo, hoje as fazendas de criação focam em três pilares principais: genética de elite, produção de leite para cosméticos e exportação.

Aqui está o panorama atual das fazendas de criação de jegues.


🏗️ Estrutura de uma Fazenda Moderna

Esqueça a imagem do animal abandonado. As fazendas de criação (chamadas de asininos) hoje utilizam tecnologia de ponta:

  • Piquetes e Manejo: Pastagens rotacionadas com suplementação mineral específica para fortalecer os cascos e a pelagem.
  • Reprodução Assistida: Uso de inseminação artificial e transferência de embriões para melhorar a linhagem. O objetivo é criar animais com melhor conformação física e temperamento dócil.
  • Rastreabilidade: Muitos criadores no Nordeste brasileiro agora usam chips de monitoramento para controle sanitário e genealógico.

🥛 O “Ouro Branco”: O Leite de Jumenta

Um dos maiores motores das fazendas atuais é a produção de leite de jumenta, considerado um dos mais caros e nutritivos do mundo.

  • Cosméticos de Luxo: Rico em vitaminas A, B, C e E, o leite é a base de sabonetes e cremes de alto padrão (seguindo a tradição de Cleópatra).
  • Saúde Humana: É o leite animal que mais se aproxima do leite materno humano, sendo usado em dietas especiais para crianças com alergia severa à proteína do leite de vaca.
  • Valor de Mercado: Em algumas regiões, o litro pode custar até 10 vezes mais que o leite de vaca devido à baixa produção diária por animal (cerca de 1 a 2 litros).

🏆 Raças de Elite: O Jumento Pêga

No Brasil, a estrela das fazendas é o Jumento Pêga. Originária de Minas Gerais, essa raça é o “Puro Sangue” dos jumentos.

  • Finalidade: O principal objetivo da criação de Pêga é a produção de mulas e burros (cruzamento com éguas).
  • Valorização: Um reprodutor Pêga de elite em 2026 pode valer centenas de milhares de reais em leilões, sendo exportado para diversos países que buscam animais de sela resistentes e confortáveis.

🚢 O Mercado de Exportação e a Polêmica

Um ponto central nas discussões sobre fazendas de jegues é a exportação para a China:

  • Ejiao: A pele do animal é usada para produzir uma gelatina medicinal chinesa tradicional.
  • Mudança de Modelo: Devido à pressão de entidades protetoras e decisões judiciais, o modelo de “abate de animais de rua” está sendo substituído por fazendas de confinamento legalizadas, onde o animal é criado especificamente para esse fim, garantindo o bem-estar animal e evitando a extinção da espécie.

📊 Guia Rápido: Por que investir?

VantagemDescrição
ResistênciaAnimais extremamente rústicos, com baixos custos veterinários comparados a cavalos.
AlimentaçãoAproveitam pastagens de baixa qualidade e convertem fibra em energia com eficiência.
MultifuncionalTurismo (passeios), trabalho, reprodução de muares e produção de leite.

💡 Curiosidade: A Terapia com Jegues (Asnoterapia)

Muitas fazendas estão abrindo as portas para o turismo terapêutico. Por serem animais mais calmos e cautelosos que os cavalos, os jegues são excelentes no trabalho de reabilitação com crianças com necessidades especiais, ajudando no desenvolvimento motor e emocional.

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