O CERRADO BRASILEIRO

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O Cerrado brasileiro é atualmente a principal potência da pecuária nacional, mas em 2026 o setor vive uma transformação profunda. A criação de gado no bioma deixou de ser apenas sobre “quantidade de cabeças” para se tornar uma vitrine de tecnologia, sustentabilidade e integração.

Aqui está uma matéria completa sobre o cenário atual da criação no Cerrado:


🌾 Pecuária no Cerrado 2026: A Era da Intensificação Sustentável

O Cerrado, que abriga mais de 45% do rebanho bovino brasileiro, consolidou-se em 2026 como o laboratório do “boi de baixo carbono”. Com margens de lucro mais apertadas e uma pressão global por rastreabilidade, os produtores da região (especialmente em MT, MS e GO) estão substituindo as pastagens degradadas por sistemas de alta tecnologia.

🧬 Genética e Raças: O Domínio do Nelore e Cruzamentos

O Nelore continua sendo a base absoluta (cerca de 80% do rebanho), graças à sua resistência ao calor intenso e aos parasitas típicos do bioma. No entanto, 2026 marca o auge do Cruzamento Industrial:

  • Nelore x Angus: O uso da técnica de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) atingiu níveis recordes, gerando bezerros que unem a rusticidade do zebuíno com a precocidade e qualidade de carne do europeu.
  • Raças Adaptadas: Raças como Senepol e Brahman ganham força como “refrescadores de sangue”, garantindo que os animais aguentem as secas prolongadas do Planalto Central sem perder peso.

🚀 As Tecnologias que Dominam o Pasto

A criação no Cerrado agora é monitorada por satélite e algoritmos:

  1. ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta): É a estrela da produtividade. O gado pasta à sombra de fileiras de eucaliptos ou após a colheita da soja/milho. Isso recupera o solo, sequestra carbono e protege o animal do estresse térmico.
  2. Pecuária 777: O modelo de gestão que busca 7 arrobas na desmama, 7 na recria e 7 na engorda está consolidado. O foco é o abate precoce (aos 24 meses ou menos), liberando a área mais rápido e gerando uma carne mais macia.
  3. Rastreabilidade Total: Em 2026, protocolos como o “Boi do Cerrado” garantem ao consumidor que aquele animal não veio de áreas desmatadas ilegalmente, utilizando chips auriculares e blockchain.

⚠️ Os Desafios de 2026

Nem tudo são flores no bioma. O produtor enfrenta três grandes obstáculos este ano:

  • Crise Hídrica: O desmatamento da vegetação nativa afetou o “efeito esponja” do Cerrado, fazendo com que as nascentes sequem mais rápido. Investir em reservatórios e manejo de água tornou-se obrigatório.
  • Custo dos Insumos: Apesar do milho e soja (base da ração) estarem com preços estáveis, o crédito agrícola está mais caro, exigindo uma gestão financeira impecável “dentro da porteira”.
  • Recuperação de Pastagens: Estima-se que 40% das pastagens do bioma ainda tenham algum nível de degradação. O governo e agências internacionais (como a JICA do Japão) intensificaram parcerias em 2026 para financiar essa recuperação.

📊 Números Rápidos

  • Principal Estado Produtor: Mato Grosso.
  • Mascote do Manejo: Cão de pastoreio (Border Collie) e o uso de drones para contagem de rebanho.
  • Exportação: 2026 registra recordes de envio de carne do Cerrado para mercados premium, como Japão e União Europeia, graças aos selos de sustentabilidade.
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