Tetraplegia: Entenda a Condição, os Desafios e os Avanços na Reabilitação em 2026

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A tetraplegia é a perda parcial ou total dos movimentos e da sensibilidade dos quatro membros e do tronco, geralmente causada por uma lesão na medula espinhal na região cervical. Em um país com altos índices de acidentes de trânsito, compreender essa condição é essencial para promover a inclusão e a busca por tratamentos adequados.

1. Causas e Níveis de Lesão

A medula espinhal funciona como a principal via de comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Quando ocorre um trauma — como em acidentes automobilísticos, quedas ou mergulhos em águas rasas — essa comunicação pode ser interrompida.

  • Lesão Cervical: Quanto mais alta a lesão na coluna vertebral (vértebras C1 a C7), maior é a área do corpo afetada.
  • Lesão Completa vs. Incompleta: Na lesão completa, não há funcionalidade abaixo do nível do trauma. Na incompleta, o paciente pode preservar algumas sensações ou movimentos, como o formigamento persistente em extremidades, o que indica que algumas vias nervosas ainda estão íntegras.

2. Sintomas e Sequelas Além da Mobilidade

A tetraplegia impacta o organismo de forma sistêmica. Além da paralisia, o paciente pode enfrentar:

  • Alterações Sensoriais: Perda de sensibilidade ao toque, dor ou temperatura.
  • Disfunções Autonômicas: Dificuldades no controle da respiração, da pressão arterial e das funções intestinais e urinárias.
  • Espasticidade: Contrações musculares involuntárias ou rigidez.
  • Impacto Emocional: É comum o desenvolvimento de quadros de depressão e ansiedade após o trauma, exigindo suporte psicológico contínuo.

3. O Caminho da Reabilitação: A Referência da Rede SARAH

No Brasil, a Rede SARAH de Hospitais de Reabilitação é a referência máxima e gratuita para o tratamento de lesões medulares. O foco não é apenas a recuperação física, mas a reintegração social e a autonomia do indivíduo.

  • Tratamento Multidisciplinar: Envolve médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e psicólogos.
  • Neurorreabilitação: Uso de tecnologias de ponta, como robótica e estimulação elétrica, para potencializar a plasticidade neural.

4. Avanços Tecnológicos em 2026

A ciência tem avançado a passos largos. Atualmente, pesquisas com interfaces cérebro-computador (BCI) e exoesqueletos permitem que pacientes com lesões graves recuperem graus significativos de independência, possibilitando até mesmo o controle de dispositivos eletrônicos com o pensamento.


Insight do BSNotícias:

Apoio e Prevenção: A tetraplegia não define o indivíduo. Com o suporte adequado e acesso a centros especializados, muitos pacientes conseguem retomar suas carreiras e vida social. A prevenção, através do respeito às leis de trânsito e segurança em atividades de lazer, continua sendo o melhor remédio.

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