URGENTE: Invasão em terminais da Cargill gera onda de repúdio no Agronegócio

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O setor logístico e o agronegócio brasileiro estão em alerta máximo após a invasão coordenada às instalações da multinacional Cargill. Os atos, iniciados na noite de 20 de fevereiro e que se estenderam pela madrugada deste domingo (22), atingiram o Terminal Portuário de Santarém (PA) e a sede da empresa em São Paulo.

Violência e Vandalismo

Relatos e imagens confirmam episódios graves de vandalismo, destruição de equipamentos e danos a estruturas operacionais. De acordo com a nota oficial da ALAGRO, houve ameaças diretas aos trabalhadores, que chegaram a ter sua liberdade restrita por horas sob grave ameaça à integridade física.

ALAGRO emite Nota de Repúdio

Em nota assinada pelo Diretor Presidente, Manoel Mário de Souza Barros, a Academia Latino-americana do Agronegócio — fundada por Alysson Paolinelli — repudiou com veemência o que chamou de “atos criminosos de ocupação ilegal”.

A entidade destaca que:

  • As ações são intoleráveis e incompatíveis com a legislação vigente.
  • É necessária uma ação imediata dos poderes constituídos para restabelecer a posse e as condições operacionais da empresa.
  • As reivindicações dos manifestantes tratam de matérias que são de competência exclusiva do Governo Federal do Brasil.

O Xadrez Político da Invasão

A ocupação é vista como uma reação ao Decreto 12.600/2025, que trata da desestatização de hidrovias. Manifestantes alegam que os projetos de dragagem e privatização dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins impactam territórios tradicionais. No entanto, para as lideranças do setor, o método utilizado ultrapassa o direito de manifestação e entra na esfera da criminalidade, ferindo o direito de propriedade e a segurança nacional.

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