Bastidores do Poder: Cláudio Castro Ganha Cargo Estratégico no PL Após Desistir da Disputa ao Senado

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O cenário político do Rio de Janeiro sofreu uma forte reviravolta. Após oficializar a desistência de sua pré-candidatura ao Senado Federal nas eleições de 2026, o ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL) já tem um novo destino definido dentro de seu partido. O ex-chefe do Executivo estadual foi integrado formalmente ao quadro de funcionários da legenda.

A decisão foi costurada em conjunto com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a quem Castro comunicou sua saída da disputa eleitoral direta. Longe das urnas, o ex-governador passará a atuar nos bastidores como uma peça-chave de articulação partidária.

💼 A Nova Função e o Salário de Bastidores

Segundo dirigentes da cúpula do Partido Liberal, Cláudio Castro atuará na coordenação e montagem das estratégias de campanha da legenda no estado do Rio de Janeiro. A sua principal missão será fortalecer e blindar os laços com prefeitos, deputados e lideranças regionais, utilizando a capilaridade política que construiu durante seu mandato no Palácio Guanabara.

  • Vencimentos: Castro receberá um salário de aproximadamente R$ 28 mil mensais.
  • Origem do Pagamento: Os valores serão custeados diretamente pelas contas do Fundo Partidário da legenda.

⚖️ As Duas Operações da PF que Inviabilizaram a Candidatura

O recuo de Cláudio Castro da corrida eleitoral tornou-se inevitável após ele se tornar o alvo central de duas operações pesadas da Polícia Federal em um curto intervalo de apenas 11 dias.

  1. O Caso Refit: A primeira ação mirou supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o grupo petrolífero Refit e o empresário Ricardo Magro. Castro é acusado de usar a estrutura pública para conceder benefícios fiscais irregulares.
  2. O Caso Rioprevidência e Banco Master: O golpe definitivo veio com a deflagração de uma operação que investiga a transferência de R$ 3,7 bilhões do fundo de pensão dos servidores estaduais (Rioprevidência) para ativos vinculados ao Banco Master. Relatórios da PF que vieram a público expuseram um vínculo pessoal estreito entre o ex-governador e o banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens revelaram jantares de luxo com whisky caro, charutos e carne folheada a ouro pagos pelo empresário.

Além do bombardeio das investigações, Castro já carregava um grave empecilho jurídico: uma condenação por abuso de poder político e econômico proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referente à campanha de 2022, que o mantinha inelegível.

🤫 Pressão Interna e Alívio na Cúpula Bolsonarista

A saída de Cláudio Castro do páreo foi recebida com um misto de alívio e pragmatismo pela liderança do PL. Havia um temor generalizado de que o desgaste das denúncias e as imagens dos jantares de luxo contaminassem o palanque eleitoral do Rio de Janeiro — terceiro maior colégio eleitoral do país e principal reduto político do clã Bolsonaro.

O maior receio era que os diálogos interceptados da PF comprometessem a campanha do senador Flávio Bolsonaro e do deputado estadual Douglas Ruas, atual presidente da Alerj e principal aposta do partido para o governo do estado.

Em pronunciamento oficial gravado em suas redes sociais, Castro garantiu que a retirada da candidatura é um “passo necessário” para focar inteiramente em sua defesa jurídica. “Não tenho dúvida de que as meias-verdades cairão. Mas, para isso, eu preciso de tempo. Não encerro a minha vida política aqui”.

Quem Assume o Vácuo no Rio?

Com a cadeira vaga na chapa majoritária, o PL estuda dois nomes de forte expressão ideológica para herdar a indicação ao Senado no Rio de Janeiro: o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o deputado federal Carlos Jordy. Corre por fora também o senador Carlos Portinho, que busca viabilizar seu projeto de reeleição. A decisão final será batida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

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