“Houston we have a problem”
Está aí mais um campeonato do Mundo de Futebol.
Desta vez há 3 países envolvidos na organização: Estados Unidos, México e
Canadá.
Perfilam-se os crónicos favoritos a ser campeão do mundo. Entre eles há quem
coloque Portugal.
Portugal será mais candidato do que favorito. Tem um conjunto de jogadores muito
bons, mas um treinador que apesar do triunfo na Liga das Nações, não entusiasma.
Por último tem Cristiano Ronaldo com 40 anos e é uma dúvida a sua performance
nos jogos mais competitivos do que a Liga saudita.
Começando pelo lote de jogadores, a qualidade está lá e os bons resultados
obtidos por muitos dos selecionados é um facto. Vitinha, João Neves, Gonçalo
Ramos e Nuno Mendes foram campeões europeus pelo PSG. Se juntarmos Bruno
Fernandes, eleito o melhor jogador do campeonato inglês nesta época e Bernardo
Silva, que brilhou no Manchester City , ficamos com metade da equipa recheada de
jogadores de top. Há ainda Rúben Dias no eixo da defesa, Rafael Leão na ponta
esquerda e Francisco Conceição na extrema direita. E lá na frente, Ronaldo.
Tem sido tema de análise a performance recente de CR7. Com óbvia diminuição da
velocidade e de intensidade há a dúvida se ele tem lugar nesta equipa. Parece que
Ronaldo tem um ego enorme e uma capacidade de autoanálise algo baixa. Ronaldo
não desce do pedestal onde foi colocado e que ele sente que está com
performance de top, mas não está.
No primeiro jogo Portugal empatou com RD do Congo. O resultado não preocupa, a
exibição sim. A equipa esteve lenta, previsível e com um sentimento que deveria
jogar para Ronaldo. Mas ele já não dá seguimento e vamos ver como será a
abordagem do treinador a este segundo jogo, contra o Uzbequistão. Irá Ronaldo ser
titular? E se for, a equipa jogará para ele ou libertar-se-á dessa amarra para usufruir
de um jogo mais coletivo, mais acutilante.
Aguardemos o jogo, para ver se o jogo de Houston foi um problema e se foi resolvido.
Como disse um astronauta na Lua,
“Houston we have a problem” , espero que o
problema tenha sido resolvido e Portugal entre no jogo determinado, confiante que
sejam 11 jogadores e não 10 a servir um…
Rui Rodrigues
Coimbra – Portugal



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