Bolsonaro da Shopee, Trezoitão e Zé Ninguém: 15 nomes curiosos e inusitados registrados nas eleições

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Estratégia de marketing ou pura irreverência: candidatos apostam em apelidos excêntricos para chamar a atenção do eleitor na urna eletrônica.

A cada ano eleitoral no Brasil, a criatividade do brasileiro ganha espaço oficial nas urnas. O registro de candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reúne uma série de nomes de urna inusitados, trocadilhos, homenagens a figuras públicas e referências à cultura pop e ao cotidiano da internet.

A legislação eleitoral permite que o candidato escolha como quer ser identificado na urna — desde que não haja termos ofensivos, menção a marcas registradas de forma indevida ou tentativa de enganar o eleitor sobre sua identidade real.

15 nomes inusitados e curiosos registrados na Justiça Eleitoral

  • 1. Bolsonaro da Shopee — Aposta no apelido que viralizou nas redes sociais pela semelhança física ou imitação caricata do ex-presidente.
  • 2. Trezoitão — Referência direta ao clássico revólver calibre .38, comum entre postulantes ligados à bancada da segurança e armamentistas.
  • 3. Zé Ninguém — Um clássico da autocrítica política, usado como estratégia para se apresentar como o candidato do “povo comum”.
  • 4. Homem-Aranha Protetor — Candidato que faz campanha fantasiado ou usando o codinome do herói dos quadrinhos em ações comunitárias.
  • 5. Batman da Feira — Outra variação dos heróis adaptados à realidade urbana das capitais e cidades do interior.
  • 6. Lulinha do Povão — Contrapartida comum aos sósias políticos, apostando no carisma e na associação visual com a liderança petista.
  • 7. Doutor do Chopp — Combinação entre profissão ou título honorífico e a vocação boêmia para atrair simpatizantes locais.
  • 8. Rainha do Pastel — Homenagem ao próprio negócio comercial e à presença marcante nas feiras livres da cidade.
  • 9. Gordinho da Ambulância — Identificação ligada diretamente ao serviço comunitário ou transporte de pacientes no interior.
  • 10. Tiririca Cover — Tentativa direta de replicar o sucesso histórico de votos de um dos deputados mais votados da história recente do país.
  • 11. Papa-Léguas do Asfalto — Apelido comum entre motoboys, motoristas de aplicativo e profissionais da logística urbana.
  • 12. Professor Não Sei Nada — Ironia que desafia a lógica tradicional de campanha para gerar engajamento instantâneo.
  • 13. Zé Gotinha da Quebrada — Associação ao símbolo da vacinação e do atendimento comunitário nas periferias.
  • 14. Careca do Algodão Doce — Figura popular de praças públicas que tenta transformar clientela em base eleitoral.
  • 15. O Inimigo do Desemprego — Slogan de campanha incorporado diretamente ao nome que aparece no visor da urna.

A estratégia por trás dos apelidos

Especialistas em marketing político apontam que o uso de apelidos cômicos ou folclóricos é uma ferramenta comum para:

  • Superar a falta de tempo de TV: Candidatos de partidos menores ou sem recursos financeiros usam o choque e o humor para viralizar nas redes sociais.
  • Facilidade de memorização: Em votações proporcionais (deputados e vereadores), com centenas de opções na mesma cidade ou estado, um nome excêntrico fixa mais rápido na cabeça do eleitor.
  • Conexão comunitária: Muitos desses nomes representam a forma exata como a pessoa já é conhecida no bairro, na feira ou na associação de moradores há décadas.
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