Pecuária de corte intensifica o confinamento estratégico e a suplementação proteica no cocho para evitar a perda drástica de peso do gado no auge da seca de setembro
O período de transição entre o inverno e a primavera costuma ser o teste mais severo para a pecuária de corte baseada em sistemas extensivos. Com as pastagens completamente secas, fibrosas e com baixíssimo teor nutricional, o rebanho sofre risco iminente de perda de peso, comprometendo o cronograma de abate e a rentabilidade do pecuarista. Para contornar esse cenário crítico, fazendas de recria e engorda em todo o país estão intensificando o confinamento estratégico, o semiconfinamento e a oferta diária de suplementação proteico-energética de alta conversão no cocho.
A estratégia consiste em fornecer volumoso de qualidade — como silagem de milho ou cana-de-açúcar corrigida com ureia e minerais — associado a rações concentradas que mantêm o rúmen do animal funcionando em plena capacidade. Dessa forma, o ganho de arrobas não é interrompido, permitindo que o produtor coloque no mercado animais com acabamento de carcaça adequado mesmo no pico da seca, aproveitando janelas de preços altamente lucrativas nos frigoríficos.
- Pilares do manejo nutricional na seca:
- Qualidade da volumosa armazenada: Garantir estoques bem fermentados de silagem para evitar perdas por deterioração aeróbica nos corredores de alimentação.
- Espaço de cocho adequado: Assegurar metragem linear suficiente por animal para evitar disputas agressivas e garantir que o lote consuma a quantidade diária planejada.
- Água limpa e fresca à vontade: O consumo de água cai drasticamente se o bebedouro estiver aquecido pelo sol ou sujo, prejudicando diretamente o apetite e a digestão do gado.



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