Setor de lácteos moderniza galpões com sistemas de climatização automatizada para combater o estresse térmico das vacas e garantir a produtividade de leite na primavera
A chegada do mês de setembro traz o aumento gradual das temperaturas e dias mais longos, condições que, embora favoráveis para muitas culturas agrícolas, acendem o alerta máximo nos complexos de pecuária de leite. O estresse térmico em vacas da raça Holandesa e outras de alta produção afeta drasticamente o consumo de matéria seca, derruba a imunidade do animal e pode provocar quedas de até 25% no volume de leite produzido. Para blindar a rentabilidade do negócio contra o calor, os produtores estão investindo pesadamente na modernização dos galpões de confinamento tipo compost barn e free stall com sistemas automatizados de climatização.
A tecnologia empregada combina exaustores de grande vazão de ar com linhas de nebulização de alta pressão acionadas automaticamente por sensores de temperatura e umidade (índice THI). Quando o ambiente atinge o limiar de desconforto para o gado, o sistema dispara névoa fina combinada com ventilação forçada, resfriando rapidamente a superfície corporal dos animais e estimulando o retorno imediato ao cocho de alimentação. O resultado é a manutenção da curva de lactação estável e a preservação da qualidade físico-química do leite.
- Medidas essenciais de conforto térmico no laticídio:
- Velocidade do ar adequada: Garantir renovação constante do ar dentro do galpão para eliminar gases tóxicos como a amônia acumulada na cama de compostagem.
- Sombreamento eficiente nos piquetes de espera: Instalação de telas sombrite com retenção mínima de 80% de radiação solar nas áreas externas de manejo.
- Qualidade nutricional ajustada: Oferta de dietas com maior densidade energética nos horários mais frescos do dia para compensar a menor ingestão de alimentos durante os picos de calor.



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