Calibragem correta no asfalto quente: Como a alta temperatura afeta a pressão e a durabilidade dos pneus
Com os termômetros em elevação constante e o asfalto das rodovias atingindo temperaturas que passam facilmente dos 50°C, a calibragem dos pneus torna-se um dos itens mais críticos para a segurança e a economia na estrada. O ar no interior do pneu se expande quando aquecido, alterando a dinâmica de rodagem calculada pelas montadoras. O erro mais comum dos motoristas é calibrar os pneus após já terem rodado vários quilômetros, quando o composto de borracha já acumulou calor e a leitura do manômetro passa a ser falsa.
Rodar com pneus abaixo da pressão ideal no calor extremo faz com que as laterais (ombros) dobrem excessivamente a cada giro da roda, gerando superaquecimento por atrito interno. Esse calor acumulado enfraquece a carcaça de arame, eleva drasticamente o risco de estouro em velocidades de rodovia e acelera o consumo de combustível devido à maior resistência ao rolamento. Por outro lado, o excesso de pressão diminui a área de contato com o solo, tornando a direção arisca e aumentando o espaço de frenagem.
- Calibre sempre a frio: O procedimento deve ser feito nas primeiras horas da manhã ou após o carro ter percorrido menos de 2 km em velocidade baixa.
- Respeite a etiqueta da coluna: Siga estritamente a recomendação de libras (PSI) gravada na coluna da porta do motorista ou na tampa do tanque, ajustando a pressão se for viajar com o porta-malas lotado.
- Não esqueça do estepe: Calibre a roda sobressalente com 2 a 3 libras a mais da pressão recomendada para compensar a perda natural de ar ao longo dos meses.



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