MG: Estado poderá suprir 20% da demanda mundial de terras raras
Minas Gerais consolida-se como epicentro estratégico da mineração de elementos críticos no Brasil, concentrando a maior parte dos projetos de terras raras em desenvolvimento. O estado abriga depósitos de classe mundial, particularmente na região do Complexo Alcalino de Poços de Caldas, atraindo investimentos expressivos de empresas internacionais e gerando perspectivas de transformação da cadeia de valor mineral nacional.
Complexo Alcalino de Poços de Caldas: O Epicentro
O Complexo Alcalino de Poços de Caldas, localizado no sul de Minas Gerais, representa o maior polo de concentração de projetos de terras raras em desenvolvimento no Brasil.
A região abriga depósitos de argila iônica de classe mundial, com potencial para atender até 20% da demanda global.
É justamente nesse Complexo Alcalino que estão localizados os três projetos de terras raras mais avançados em Minas Gerais, conduzidos pela Viridis Mining, Meteoric Resources e Mosaic/Rainbow
Viridis avança com o projeto Colossus
A Viridis tem o projeto Colossus, que visa o aproveitamento de um depósito do tipo Argila de Adsorção Iônica (IAC), com recursos de 493 milhões de toneladas a 2.508 ppm de óxidos totais de terras raras (TREO). Esta é a categoria que domina a oferta global de terras raras pesadas. A reserva inaugural tem 200,6 milhões de toneladas, com vida útil superior a 40 anos, segundo estimativa, e contém elementos estratégicos como neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, que são insumos críticos para ímãs permanentes.
A Viridis inaugurou, em maio de 2026, seu Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) em Poços de Caldas, marcando um divisor de águas na cadeia ocidental de suprimentos de terras raras. A instalação, com investimento de aproximadamente R$ 25 milhões (US$ 5 milhões), ocupa 5 mil metros quadrados no Distrito Industrial, sendo a maior planta de demonstração de carbonato de terras raras mistas (MREC) em operação no Brasil.
A empresa produziu seu primeiro lote de MREC na planta de demonstração após comissionamento bem-sucedido, validando em escala demonstrativa a tecnologia de processamento de depósitos de argila iônica. O produto entregue é um MREC enriquecido com elementos de alto valor: disprósio (Dy), térbio (Tb), neodímio (Nd), praseodímio (Pr), samário (Sm), ítrio (Y) e gadolínio (Gd). A planta atingiu 78,8% de recuperação de óxidos magnéticos (MREO) e 64% de óxidos totais (TREO). A recuperação de MREO chegou a 80,9% em alguns testes.
A empresa também assinou carta de intenções com a Solvay S.A., líder mundial em separação de terras raras, para fornecimento de MREC a partir do Colossus. O acordo combina compra garantida da produção (offtake) com pacote tecnológico, visando maximizar a industrialização das terras raras no Brasil até 2028. A Solvay levará ao Colossus tecnologia de processamento e conhecimento de separação reconhecidos mundialmente, agregando valor antes da metalização e fabricação de ímãs.
A Viridis já protocolou o pedido de LI (Licença de Instalação), junto à FEAM (MG), necessária para o início das obras e desenvolve atividades de preparação para o financiamento, como a due diligence, sendo esperada para breve a decisão sobre o investimento. A conclusão do Estudo Definitivo de Viabilidade (DFS) e do previstos para agosto de 2026. Uma atualização dos Recursos e Reservas também está sendo finalizada, para incorporação ao DFS. A primeira produção comercial no projeto Colossus está prevista para 2028. A previsão de investimento no projeto Colossus é de US$ 356 milhões.
Meteoric Resources viabiliza o projeto Caldeira
A Meteoric Resources está desenvolvendo o Projeto Caldeira, localizado em Caldas, Minas Gerais, que se consolidou como um dos empreendimentos mais relevantes da cadeia de terras raras no Brasil, com avanços técnicos, comerciais e regulatórios que o posicionam entre os depósitos de argilas iônicas de maior qualidade do mundo. A empresa tem demonstrado capacidade operacional comprovada e estrutura de financiamento em construção para viabilizar a implantação industrial.
A Meteoric elevou a Estimativa Global de Recursos Minerais do Projeto Caldeira para 1,6 bilhão de toneladas em julho de 2026, representando expansão significativa da base técnica do empreendimento. Os Recursos Medidos — categoria com maior grau de confiança geológica — cresceram 246%, passando de aproximadamente 37 milhões para 128 milhões de toneladas, resultado de campanha ampla de sondagens que forneceu informações precisas sobre localização, continuidade e características do minério.
A reserva de minério atualizada totaliza 151 milhões de toneladas com teor de 3.524 ppm de TREO (óxidos de terras raras totais), sustentando todo o plano de lavra do Estudo de Viabilidade Definitivo. O projeto possui teor médio de alimentação superior a 5.000 ppm de TREO nos anos 1 e 2, com mais 100 milhões de toneladas a teor médio superior a 4.000 ppm de TREO.
Mais de 80% da área da concessão não foi considerada no DFS, confirmando potencial significativo de expansão e extensão da vida útil do projeto. Adicionalmente, a Meteoric identificou áreas de alto teor no Prospecto Agostinho, com zonas enriquecidas de MREO (elementos de terras raras magnéticos) com média de até 30,4%, comparado com conteúdo médio de 23,1% para a Estimativa de Recursos Global existente.
O Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS), concluído em agosto de 2026, proporciona confiança nos fundamentos de desenvolvimento baseado em mais de 55.500 amostras analisadas provenientes de 90.000 metros de perfuração. Os ensaios metalúrgicos em escala de bancada e piloto foram realizados na ANSTO ao longo de três anos, com produção em planta-piloto realizada nos últimos sete meses. Os estudos de engenharia foram concluídos pela Ausenco com precisão de Classe 3 da AACE (+/- 10%).
A produção total de NdPr (neodímio e praseodímio) projetada é de 88.829 toneladas, permitindo produção média anual de 3.862 toneladas. A produção total de DyTb (disprósio e térbio) é de 2.926 toneladas, com produção média anual de 127 toneladas. A recuperação de terras raras magnéticas atinge 71%.
O projeto oferece volumes significativos de elementos de terras raras estratégicos leves e pesados, incluindo Y, Pr, Nd, Sm, Gd, Tb, Dy e Yb. O objetivo original era produzir 14 mil toneladas/ano de óxidos de terras raras totais a partir do processamento de argilas iônicas.
Carbonato de terras raras da Viridis
A Meteoric inaugurou, em dezembro de 2025, a planta-piloto de processamento de terras raras no Centro de Inovação e Pesquisa (CIP) em Poços de Caldas, com capacidade para processar 25 kg de argila iônica por hora. A planta inclui todas as etapas necessárias para transformar o minério em carbonato misto de terras raras, incluindo lixiviação, remoção de impurezas, circuito CCD, precipitação e filtração. A unidade recebeu investimento de aproximadamente 1,5 milhão de dólares australianos e produz 455 kg de carbonato de terras raras por ano.
O investimento previsto para o projeto industrial é de US$ 450 milhões, com estimativa anterior de R$ 2,2 bilhões. A construção deve demorar de 18 a 24 meses, com produção esperada a partir do segundo semestre de 2028.
A Meteoric obteve aprovação da Licença Prévia (LP) em dezembro de 2025, reconhecendo a viabilidade ambiental do projeto nesta etapa do licenciamento. A empresa protocolou o pedido de Licença de Instalação (LI) junto à Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM) em março de 2026, com previsão de concessão para o 4º trimestre de 2026.
A documentação apresentada inclui o Plano de Controle Ambiental (PCA) com 27 programas socioambientais contemplando propostas de mitigação de impactos e gestão responsável das atividades nas fases de construção, operação e encerramento. A empresa cumpriu integralmente os requisitos legais e manteve diálogo permanente com a comunidade de Caldas.
Parcerias Comerciais e Financiamento
A Meteoric assinou, em julho de 2026, Memorando de Parceria Estratégica com a POSCO International Corporation, uma das maiores empresas industriais da Coreia do Sul. O memorando prevê que a POSCO adquira até 30% do material de terras raras produzido pelo Projeto Caldeira por período de até sete anos. Os testes metalúrgicos confirmaram que o concentrado possui baixo nível de impurezas e pode ser processado diretamente pela POSCO sem etapas adicionais de refino.
A Meteoric firmou também Memorando de Entendimento com a Ucore Rare Metals, em agosto de 2024, para fornecimento de 3 mil toneladas métricas de TREO para a unidade de produção em Alexandria, Louisiana. Quando em produção, a Ucore comprará quantidade mínima de 3 mil toneladas de TREO anualmente de Caldeira.
A empresa também assinou memorando com a MTM Critical Metals em junho de 2025 para colaboração exclusiva na ampliação do downstream e separação do Concentrado Misto de Terras Raras (MREC). O desenvolvimento inclui aplicação da tecnologia FJH da Rice University para refino à base de cloreto, com potencial para elevar o teor de REO Magnético do MREC para 72% do TREO.
No que se refere ao lado financeiro, a Meteoric Resources recebeu, em janeiro de 2026, Carta de Apoio não vinculativa da Export Finance Australia (EFA) para financiamento indicativo de até US$ 50 milhões. Este apoio, juntamente com a carta de intenções de US$ 250 milhões do Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos (EXIM), recebida em março de 2024, fornece base sólida para o financiamento do projeto.
A empresa continua em discussões ativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outras agências de crédito à exportação, além de diversos potenciais investidores estratégicos.
Mosaic produzirá a partir de resíduos das operações
A Mosaic Fertilizantes tem um projeto de terras raras desenvolvido em parceria com a mineradora britânica Rainbow Rare Earths cuja proposta central é extrair elementos de terras raras a partir de subprodutos e resíduos das operações industriais de fertilizantes de fosfato da Mosaic.
O projeto está localizado em Uberaba, na região do Triângulo Mineiro e utiliza como matéria prima as pilhas de fosfogesso decorrentes do processamento de rocha fosfática para obtenção de ácido fosfórico e fertilizantes. Isso elimina a necessidade de novas operações de mineração pesada, o que reduz o Capex. A capacidade de processamento prevista é de 2,7 milhões de toneladas/ano de fosfogesso, podendo gerar 1.900 toneladas de óxidos separados de Neodímio e Praseodímio (NdPr), minerais críticos para a fabricação de ímãs permanentes de alta performance (usados em motores de veículos elétricos e turbinas eólicas) e 600 toneladas de um concentrado de terras raras médias e pesadas (Samário, Európio e Gadolínio – SEG+).
No modelo de negócio, a Rainbow entra com a expertise tecnológica de extração proprietária (desenvolvida em parceria com a K-Tech, já testada no projeto de Phalaborwa, na África do Sul), enquanto a Mosaic fornece o insumo de fosfogesso e a infraestrutura operacional existente em Uberaba. A Rainbow conta com o apoio financeiro da TechMet Limited, fundo estratégico investido pela Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC).
A previsão é que os estudos de Pré-Viabilidade (PFS) e Viabilidade Definitiva (DFS) sejam concluídos até o final de 2026 e a construção do empreendimento possa ser iniciada em 2027, com expectativa de início das operações comerciais em 2030.
Os pontos positivos do projeto, segundo as empresas, é a Sustentabilidade e Economia Circular, já que transforma um passivo industrial/ambiental (o fosfogesso) em uma fonte de minerais estratégicos e o fato de fortalecer o papel do Brasil na cadeia global de suprimentos de minerais críticos fora do domínio chinês, impulsionando transições energéticas e tecnologias de defesa.
St. George aposta no Projeto Araxá
A St. George Mining está desenvolvendo o Projeto Araxá em Minas Gerais, tido como um dos maiores depósitos de terras raras e nióbio do mundo. Recentemente, a empresa informou um aumento de 57% na estimativa total de recursos, totalizando 111,2 milhões de toneladas com 3,57% de TREO e 0,57% de Nb2O5 (óxido de nióbio) e que houve um crescimento de 155% nas categorias de recursos Medidos e Indicados, que agora totalizam 75,2 milhões de toneladas a 364% de TREO). O MRE inclui um subconjunto de alto teor contendo 830 mil toneladas de TREO acima de 6,29% e 120 mil toneladas de Nb2O5 acima de 0,90%. O projeto também contém elementos pesados estratégicos: 173 toneladas de Samário, 176 toneladas de Gadolínio, 10 toneladas de Lutécio e 1.160 toneladas de Ítrio.
O investimento no projeto é estimado em R$ 2 bilhões e desde a aquisição dos direitos minerários da Itafós, em fevereiro de 2025, a empresa acelerou significativamente os estudos de viabilidade, atraindo investimentos estratégicos de players globais como Hancock Prospecting (Gina Rinehart), ATL (fabricante japonesa de baterias) e a siderúrgica chinesa Fangda, consolidando Araxá como um ativo estratégico para as cadeias de suprimentos de minerais críticos.
O acordo envolveu pagamento inicial de US$ 10 milhões em caixa, transferência de 266,78 milhões de ações (10% do capital social) e compromissos futuros de US$ 6 milhões em 9 meses e US$ 5 milhões em 18 meses. O projeto está localizado na região do Alto Paranaíba, em Araxá, uma área consolidada de mineração com infraestrutura adequada, mão de obra qualificada e logística favorável.
A St. George captou A$ 72,5 milhões (aproximadamente R$ 255 milhões) em outubro de 2025 para financiar os estudos de viabilidade. Em junho de 2026, a empresa levantou US$ 60 milhões adicionais em duas tranches, sendo US$ 20 milhões da Hancock Prospecting (elevando sua participação para 10,5%) e US$ 40,4 milhões de investidores institucionais. A Hancock Prospecting, empresa de Gina Rinehart, havia investido inicialmente US$ 22,5 milhões em outubro de 2025.
Em junho de 2026, a japonesa Amperex Technology Limited (ATL), produtora mundial de baterias de íons de lítio controlada pela TDK Corporation, ingressou como acionista da St. George através da reestruturação da joint venture Lithium Star, passando a deter ações diretas da mineradora [5]. Esses investimentos refletem o reconhecimento internacional do potencial de Araxá como fornecedor de minerais críticos para a transição energética.
Em junho de 2026, a St. George anunciou resultados encorajadores de testes de flotação conduzidos pelo CIT-SENAI em Belo Horizonte. Os testes produziram concentrado de nióbio de alta qualidade com recuperações e teores consistentes com operações de pirocloro tipo Araxá (40-60% de recuperação esperada, 40-50% Nb2O5 em flotação, 50-60% após refino). Para terras raras, a flotação reversa em rejeitos de nióbio recuperou 82% de TREO, com concentrado atingindo 15,7% TREO (aumento de 1,6x sobre a amostra original de 9,8%) [10].
Em abril de 2026, a St. George firmou parceria com a Boston Metal para avaliar tecnologia de eletrólise de óxido fundido (MOE) no processamento de nióbio, com potencial de reduzir custos operacionais, resíduos e emissões de carbono ao eliminar fases de refino hidrometalúrgico e conversão aluminotérmica. A Boston Metal está comissionando sua primeira planta comercial em Minas Gerais.
Parcerias Comerciais e Downstream
A St. George assinou acordo offtake com a siderúrgica chinesa Fangda em janeiro de 2025, concedendo direitos exclusivos de adquirir 20% dos produtos de nióbio por cinco anos, com suporte financeiro via pré-pagamento e consultoria técnica. A Fangda, 16ª maior produtora de aço do mundo (20 Mt/ano, expandindo para 50 Mt/ano), é grande consumidora de nióbio para aços de alta resistência [9].
Em março de 2026, a St. George assinou memorando com a Nanum Nanotecnologia para desenvolvimento de tecnologias de aproveitamento do cério em escala nanométrica, visando compostos avançados para catalisadores, revestimentos e materiais avançados [7]. Em setembro de 2025, a empresa firmou aliança estratégica com a REALLoys, líder americana em processamento de terras raras e fornecedora de materiais magnéticos para agências governamentais dos EUA.
Em outubro de 2025, a St. George firmou memorando com o CEFET-MG Campus Araxá para implantação de Centro Tecnológico com planta-piloto de processamento mineral e refino hidrometalúrgico, com capacidade de 200-300 kg/hora de minério [13]. A empresa financia construção e equipamentos; o CEFET fornece área e expertise. O centro operará linhas de P&D em beneficiamento de nióbio, titânio e terras raras, lixiviação, separação, refino e economia circular [13].
A St. George planeja iniciar trabalhos preliminares no local até o final de 2026 (acampamentos, melhorias de estradas, infraestrutura auxiliar). A meta operacional é atingir capacidade de aproximadamente 20 mil toneladas anuais de produtos de nióbio e terras raras.
Outros projetos em perspectiva
A Power Minerals, listada na bolsa australiana, concluiu em 24 de abril de 2026 a aquisição da Mineração Terras Raras S.A., detentora do depósito Morro do Ferro em Poços de Caldas. O valor total foi de 22,5 milhões de dólares australianos (aproximadamente US$ 16 milhões), com pagamento em cinco anos e royalty de 2,5% sobre valor de produção.
O depósito Morro do Ferro tem concentrações excepcionais de óxidos de terras raras magnéticos (MREO), que representam mais de 80% do valor de mercado de todos os ETR. O resultado histórico máximo já obtido é de 35.332 ppm (3,53% da rocha total) de MREO em intervalo de 2 m (furo MFSR-47). Outros resultados indicaram 100,2 m com 6.103 ppm de MREO; 100,44 m com 9.485 ppm (0,95%) de MREO; 60,6 m a 13.129 ppm (1,31%) de MREO.
A Power Minerals iniciará perfuração RC profunda e perfuração diamantada no depósito principal de alto teor, além de perfuração com ar comprimido para testar depósitos satélites.
A Cabo Verde Mineração identificou novo alvo de detalhe denominado Alvo Botelhos e iniciou trabalhos de sondagem na borda do Complexo Alcalino de Poços de Caldas em janeiro de 2026. O projeto amplia significativamente o escopo de um empreendimento com potencial superior a 500 milhões de toneladas de argilas iônicas mineralizadas.
A empresa possui um total de 57 direitos minerários abrangendo aproximadamente 91 mil hectares distribuídos nos municípios de Cabo Verde, Muzambinho, Botelhos, Campestre (em Minas Gerais) e em Caconde (na divisa de MG com SP).
Os resultados técnicos até agora indicaram Intervalos de 16 metros com teor médio de 2.425 ppm de TREO, incluindo 4.302 ppm de TREO e 854 ppm de MREO. Testes metalúrgicos de lixiviação apresentaram recuperações de TREO até 81,7% e MREO superiores a 60%. A empresa acredita que o potencial em suas áreas pode ultrapassar 500 milhões de toneladas de argilas enriquecidas com ETRs. A Cabo Verde firmou parceria técnica com o CIT SENAI e CIT SENAI ITR para aprimorar métodos metalúrgicos de extração e recuperação.
Como se vê, Minas Gerais abriga a maior concentração de recursos de terras raras em desenvolvimento no Brasil. O Complexo Alcalino de Poços de Caldas tem potencial, segundo especialistas, para atender até 20% da demanda global e a região de Poços de Caldas, com múltiplos projetos, tem recursos identificados superiores a 1 bilhão de toneladas com teor acima de 0,25% de TREO. Mas há os desafios regulatórios, como os projetos de leis sobre minerais críticos que estão no Congresso Nacional e ações do Ministério Público, que tentam interferir no licenciamento ambiental.
Fonte: Brasil 61



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