‘Nenhum parente meu vai ser candidato a presidente em 2030’, diz Flávio
A declaração foi dada pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) para afastar especulações de que sua eleição serviria como uma “ponte” para o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto na eleição seguinte.
O posicionamento veio em resposta a declarações de aliados — incluindo falas públicas de dirigentes partidários — que cogitavam uma nova candidatura do pai em 2030:
“Não é só eu, é o meu pai inclusive, já que houve uma fala aí também desencaixada de que o Bolsonaro poderia ser candidato em 2030. Se eu for presidente da República a partir de janeiro de 2027, Deus queira que seja, em 2030 nenhum parente meu poderá ser candidato”.
O que diz a regra eleitoral
Além do compromisso político firmado na declaração, o veto já tem respaldo direto na legislação brasileira:
- Inelegibilidade reflexa (Art. 14, § 7º da Constituição): O texto constitucional já determina que são inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins até o segundo grau (ou por adoção) do presidente da República, de governadores e de prefeitos, salvo se já forem titulares de mandato eletivo e candidatos à reeleição no mesmo cargo.
- Fim da reeleição no Congresso: Flávio Bolsonaro também tem defendido publicamente o apoio a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para extinguir a reeleição para cargos do Executivo, mantendo mandatos únicos.
O movimento faz parte da estratégia de campanha no segundo turno para reduzir a rejeição, rebater acusações de “projeto dinástico” familiar e atrair eleitores de centro e partidos moderados.



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