Engenharia de Garagem: Chevette com Motor de Moto e 30 Marchas Viraliza
Se a NASA ainda não estuda o brasileiro, esse Chevette pode ser o objeto de estudo que faltava. Um projeto ousado transformou o icônico sedã da General Motors em uma máquina exótica: sob o capô, o motor original deu lugar a um propulsor de motocicleta, mas o que realmente chama a atenção é o complexo sistema de transmissão com 30 marchas.
O Coração da Máquina
A substituição do motor original pelo de uma moto (geralmente modelos de alta cilindrada como a Suzuki Hayabusa ou motores de 1000cc) busca uma relação de peso-potência muito mais agressiva. O motor de moto gira muito mais alto que um motor de carro convencional, proporcionando um ronco agudo e uma aceleração linear que transforma o comportamento do Chevette.
O Mistério das 30 Marchas
A pergunta que todos fazem é: como chegar a 30 marchas? A mágica acontece através da combinação de sistemas de transmissão:
- O Câmbio da Moto: Geralmente possui 6 marchas sequenciais.
- O Câmbio do Carro (ou Redutor): Acoplado ao sistema original, ele funciona como uma caixa multiplicadora.
Ao combinar as marchas da moto com as diferentes posições de uma caixa de marchas automotiva (ou um sistema de transferência), o condutor consegue “escalonar” a força em diversas combinações, resultando matematicamente no número impressionante de velocidades.
Por que fazer isso?
- Aceleração: Permite manter o motor sempre na faixa de torque máximo.
- Exclusividade: É um projeto de exibição que demonstra domínio técnico e criatividade.
- Tração Traseira: O Chevette é a plataforma favorita para essas loucuras por ser leve e ter tração nas rodas de trás, facilitando a adaptação do cardã.
Desafios Técnicos
Nem tudo é velocidade. Adaptar um motor feito para empurrar 200kg em uma estrutura de quase 1 tonelada exige:
- Reforço no chassi.
- Sistema de arrefecimento redimensionado (já que o motor de moto esquenta muito sob esforço constante).
- Adaptação de embreagem para aguentar o peso extra.
Veredito: Pode parecer ficção científica, mas é o puro suco da customização brasileira. Onde alguns veem um carro antigo, outros veem uma tela em branco para a engenharia raiz.



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