COLUNA DO SEU LUIS: O BANQUEIRO E A GRADE

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Por RICARDO SAPIA

Pois é, minha gente, o mundo dá voltas e, às vezes, a volta é curta demais para quem corre muito rápido. A notícia do dia é a nova prisão de Daniel Vorcaro, o homem forte do Banco Master. E o que a gente vê nessa história não é só uma questão de números ou de balanços bancários; o que salta aos olhos é a agressividade.

Vorcaro sempre operou no mercado como quem está acima de tudo e de todos. Uma agressividade que, para o cidadão comum que acorda cedo para trabalhar, tem nome e sobrenome: postura de bandido. No Brasil, a gente se acostumou a ver gente de colarinho branco achando que o dinheiro compra o silêncio da justiça e o respeito da sociedade. Mas, como diz o ditado: “tanto bate a água na pedra, que uma hora fura”.

O Castelo de Cartas

O Banco Master cresceu de um jeito que deixava até os veteranos da Faria Lima de cabelo em pé. Compras bilionárias, ostentação e um avanço que parecia não ter limites. Mas a agressividade nos negócios, quando não encontra barreira na ética, vira combustível para o crime.

Ninguém fica preso “de graça” duas vezes. Se a justiça bateu à porta de novo, é porque o rastro deixado por Vorcaro é mais sujo do que o mercado queria admitir. Essa prepotência de quem se acha intocável é o que acaba derrubando o sujeito.

A Lição que Fica

O mercado financeiro precisa entender que agressividade não é competência, e que lucro a qualquer custo costuma custar a liberdade. Para o povo mineiro, que preza pela honra e pelo trabalho honesto, ver um banqueiro sendo levado pela polícia é um lembrete de que a lei, ainda que lenta, às vezes chega para quem mora no topo do edifício.

O “xerife” do mercado financeiro finalmente parece ter perdido a paciência com quem joga fora das quatro linhas. Agora, resta saber quanto tempo dura o fôlego do Banco Master sem o seu capitão agressivo no comando.

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