Defesa de Bolsonaro Nega “Plano de Fuga” em Resposta a Moraes
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (22) sua resposta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negando a existência de um suposto “plano de fuga” durante o período em que ele esteve na embaixada da Hungria, em Brasília.
A Visita e as Suspeitas da Polícia Federal
A estadia de Bolsonaro na embaixada húngara, entre os dias 12 e 14 de fevereiro, foi revelada por imagens de câmeras de segurança divulgadas pelo jornal The New York Times. A visita ocorreu dias após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Tempus Veritatis, que investiga um suposto plano de golpe de Estado para manter o ex-presidente no poder.
A PF e o STF levantaram a suspeita de que a ida à embaixada poderia ser uma tentativa de buscar asilo político e, assim, evitar uma eventual ordem de prisão. Em resposta, Moraes deu 48 horas para a defesa do ex-presidente se manifestar.
A Resposta e o Argumento da Defesa
No documento enviado a Moraes, os advogados de Bolsonaro, liderados por Paulo Amador da Cunha Bueno, negam a acusação de tentativa de fuga. Eles afirmam que a visita à embaixada teve como objetivo “manter contatos com autoridades do país amigo”, citando o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, como um “chefe de Estado de quem sempre manteve contato”.
A defesa argumenta ainda que a hospedagem na embaixada não configurou uma tentativa de asilo, pois não havia um mandado de prisão contra Bolsonaro na época. O documento afirma que o ex-presidente “teria pleno conhecimento de que as instalações de uma embaixada estrangeira são um mero espaço de contato político e estratégico”.
A resposta da defesa de Bolsonaro reforça a tese de que sua ida à embaixada foi um ato de diplomacia, e não um esforço para evitar a justiça brasileira. Agora, a decisão sobre o caso está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes.
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