Gado Gir: A joia rústica da pecuária leiteira tropical

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O Gir, raça zebuína originária da Índia, é uma das mais importantes para a pecuária leiteira brasileira, sendo amplamente utilizada em bacias leiteiras de estados como Minas Gerais, Goiás e São Paulo. Conhecido por sua notável capacidade de adaptação, o Gir prospera em ambientes tropicais e subtropicais, o que o torna ideal para o clima do Brasil.

Características e aptidões

O gado Gir se destaca por sua rusticidade, longevidade e docilidade. As fêmeas possuem uma produção de leite impressionante, com média de 12 kg por dia durante uma lactação que pode durar cerca de 307 dias. Além da quantidade, a qualidade do leite também é um ponto forte, com alto teor de gordura e proteína. Outra característica notável é a produção do Leite A2, que, por não conter uma proteína específica, pode ser uma alternativa para pessoas com alergia.

A resistência a doenças e parasitas, a habilidade de converter pasto em leite de forma eficiente e a facilidade de parto devido ao tamanho reduzido dos bezerros ao nascer são outras vantagens que fazem do Gir uma raça economicamente viável para os produtores.

Importância no Brasil

A raça Gir é um pilar da pecuária leiteira nacional, não apenas pela sua produção individual, mas também por sua contribuição genética. O cruzamento com a raça Holandesa, por exemplo, deu origem ao Girolando, um animal extremamente rústico e de alta produção, que é a base da produção de leite no país.

Em resumo, o gado Gir é mais do que apenas um animal de produção: é um “tesouro genético” que moldou a pecuária leiteira brasileira, oferecendo uma combinação única de produtividade, adaptação e resistência que garante sua importância histórica e mercadológica.

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