O PREÇO DO ABSURDO: Marçal cobra R$ 500 por jogo do Brasil e mostra que a fábrica de otários não para de produzir

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Se você achava que já tinha visto de tudo no manual da malandragem digital, Pablo Marçal resolveu elevar a barra do cinismo. O sujeito publicou em suas redes sociais um “convite” imperdível: cobrar a bagatela de R$ 500 para que as pessoas assistam ao jogo da Seleção Brasileira ao lado dele hoje. Para dourar a pílula e fazer parecer “negócio de pai para filho”, ele ainda dá o direito de levar um acompanhante. Que generosidade, não?

É de uma pilantragem sem tamanho, mas que infelizmente já virou a marca registrada desse personagem.

O problema central aqui não é apenas o oportunismo escancarado de quem tenta monetizar até o hino nacional; o verdadeiro drama é a existência de um público que cai nessa conversa mole. Como diz o velho ditado popular, “todo dia saem de casa um malandro e um otário; quando eles se encontram, fecham negócio”. No ambiente virtual, o malandro nem precisa sair de casa: ele grava um vídeo, joga a rede e espera os peixes morderem a isca do “networking” de plástico.

Assistir a um jogo de futebol com o Brasil em campo deveria ser sinônimo de resenha com os amigos, churrasco na calçada ou reunião de família. Cobrar quinhentos reais por isso vende a ilusão de que, ao respirar o mesmo ar que o “coach”, um pouco da suposta genialidade financeira dele vai passar por osmose para quem pagou o ingresso. É a mercantilização da fé na哥prosperidade instantânea.

Figuras que operam nessa frequência de exploração da boa-fé alheia e do desespero das pessoas por uma fórmula mágica de sucesso deveriam sofrer sanções severas sobre o uso de suas redes. O espaço público digital virou terra de ninguém, onde o absurdo é monetizado e a ética é tratada como detalhe irrelevante.

Enquanto a justiça e as plataformas de tecnologia continuarem batendo cabeça para entender como conter esse tipo de palhaçada, o circo do Marçal continuará com lona armada e bilheteria aberta. Só nos resta lamentar por quem assina o cheque e aplaude o espetáculo.

Diz o ditado que o dinheiro aceita tudo, mas o bom senso há muito tempo pediu demissão dessas paragens.

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