Do deserto aos oásis imperiais: Por que o Marrocos se consolidou como o destino mais desejado do Norte da África
Com uma combinação única de culturas berbere, árabe e europeia, o país atrai viajantes do mundo inteiro em busca de praias, mercados históricos, gastronomia rica e paisagens cinematográficas.
Por: Redação BS Notícias Governador Valadares, 8 de julho de 2026
Se existe um destino global capaz de aguçar todos os sentidos do viajante de forma simultânea, esse lugar é o Marrocos. Localizado no norte da África, a poucas milhas marítimas da Europa, o reino marroquino vem registrando recordes sucessivos de turismo. O país soube como poucos modernizar sua infraestrutura hoteleira e de transportes sem perder a essência de suas tradições milenares, tornando-se o equilíbrio perfeito entre o exótico e o confortável.
Para quem planeja desbravar o país, o Marrocos se apresenta em múltiplas facetas: cidades imperiais, cordilheiras imponentes, praias de surfistas e a imensidão dourada do Deserto do Saara.
🕌 As Cidades Imperiais e o labirinto das Medinas
A porta de entrada da maioria dos turistas combina a agitação urbana com a história viva. As chamadas “medinas” — os centros históricos murados — são o coração de cidades como Marrakech e Fez.
- Marrakech e a Jemaa el-Fna: A praça principal de Marrakech é um espetáculo à parte. Ao entardecer, o local se transforma em um teatro a céu aberto com encantadores de serpentes, músicos, contadores de histórias e dezenas de barracas de comida exalando o perfume do tradicional tajine (cozido de carne e vegetais) e do cuscuz marroquino.
- Fez e a Medina mais antiga do mundo: Patrimônio Mundial da UNESCO, a medina de Fez (Fez el-Bali) possui mais de 9 mil ruelas onde carros não entram. É o lugar perfeito para ver artesãos trabalhando o couro nos famosos cortumes coloridos, cerâmicas e tapeçarias da mesma forma que faziam no século IX.
🏜️ A magia do Deserto do Saara e o Atlas
Nenhuma viagem ao Marrocos é completa sem a experiência de passar uma noite sob as estrelas no Deserto do Saara. As dunas de Merzouga (Erg Chebbi) são as mais famosas. O trajeto geralmente é feito em camelos ou veículos 4×4, levando os turistas até acampamentos premium (os chamados glampings), que oferecem camas luxuosas, jantares berberes ao redor da fogueira e banheiros privativos em meio ao nada.
No caminho para o deserto, cruza-se a Cordilheira do Atlas, que abriga vilas de adobe que parecem paradas no tempo. É ali que fica a famosa cidadada fortificada de Aït-Ben-Haddou, cenário de filmes e séries icônicas como Gladiador, A Múmia e Game of Thrones.
🌊 O azul de Chefchaouen e a brisa do Atlântico
Para além do deserto e da poeira terracota das cidades imperiais, o Marrocos surpreende por suas cores e sua costa litorânea.
- Chefchaouen, a Cidade Azul: Encravada nas montanhas do Rif, no norte do país, a cidade é famosa por suas casas e ruelas inteiramente pintadas em tons de azul e branco. O destino virou febre nas redes sociais, mas mantém uma atmosfera pacata e relaxante.
- Essaouira e o charme litorâneo: Na costa atlântica, essa cidade fortificada atrai quem busca frutos do mar frescos, ventos propícios para o kitesurf e uma medina mais tranquila, pintada de branco e azul, com forte influência portuguesa e francesa em sua arquitetura.
📋 Guia Prático para o Viajante
- Como chegar: Não há voos diretos frequentes do Brasil, mas a conexão é muito fácil via Lisboa (TAP), Madrid (Iberia) ou Paris (Air France/Royal Air Maroc).
- Visto: Brasileiros não precisam de visto para turismo em viagens de até 90 dias. Basta o passaporte com validade mínima de 6 meses.
- Melhor época: A primavera (março a maio) e o outono (setembro a novembro) são as melhores estações, pois as temperaturas estão amenas. O verão (julho e agosto) pode ser escaldante, passando facilmente dos 45°C no interior.
- Cultura e Moeda: A moeda local é o Dirham Marroquino (MAD). Sendo um país de maioria muçulmana, recomenda-se vestimentas respeitosas (ombros e joelhos cobertos, principalmente ao visitar locais religiosos). O comércio é amplamente baseado na arte de pechinchar — negociar o preço nos mercados (souks) faz parte da experiência cultural.


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