Primavera mais quente acende alerta para a saúde dos pets: como proteger cães e gatos do estresse térmico

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A elevação das temperaturas típicas desta época do ano exige atenção redobrada dos tutores com os animais de estimação. Ao contrário dos humanos, cães e gatos não transpiram pela pele da mesma forma — a regulação térmica dos cães, por exemplo, ocorre majoritariamente pela respiração (arfando) e pelas almofadinhas das patas (coxins). Com a combinação de ar seco e dias mais quentes, os riscos de hipertermia (estresse térmico) e desidratação sobem consideravelmente.

Casos de animais levados a clínicas com sintomas de exaustão térmica aumentam quando os cuidados básicos de manejo não acompanham a mudança do clima. Cães braquicefálicos (aqueles com o focinho achatado, como Buldogues, Pugs e Shih Tzus) e gatos de pelagem densa são os que mais sofrem com o abafamento, exigindo cautela rigorosa na rotina da casa e dos passeios.

Para garantir o bem-estar e evitar idas de emergência ao consultório, algumas medidas simples fazem diferença imediata:

  • Horários seguros de caminhada: Passeios ao ar livre devem ser restritos ao início da manhã (até as 8h) ou final da tarde/noite. O asfalto e as calçadas retêm calor e provocam queimaduras graves nas patas dos animais. A regra do toque é prática: se a mão não aguenta o contato com o chão por 7 segundos, o pet também não aguenta andar ali.
  • Hidratação reforçada: Espalhe múltiplos potes de água fresca e limpa pela casa, preferencialmente longe do sol direto. Para os felinos, que têm hábito de beber pouca água parada, fontes elétricas que mantêm o fluxo corrente estimulam a ingestão e protegem os rins. Adicionar cubos de gelo na água dos cães ajuda a manter a temperatura agradável.
  • Ventilação e abrigo: Animais mantidos em quintais precisam de áreas com sombra natural ou cobertura ampla ao longo de todo o dia, com piso que não acumule calor excessivo. Ambientes fechados precisam de boa circulação de ar.
  • Alerta máximo com carros: Deixar o animal no veículo, mesmo que por cinco minutos ou com a janela semiaberta, é extremamente perigoso. O interior de um automóvel funciona como uma estufa e atinge temperaturas letais em questão de minutos.

O calor também acelera o ciclo de reprodução de pulgas e carrapatos. A infestação nesta fase não gera apenas coceira: carrapatos transmitem bactérias responsáveis por doenças graves no sangue (como a erliquiose), enquanto pulgas causam dermatites alérgicas severas. Manter em dia o uso de comprimidos palatáveis, pipetas tópicas ou coleiras repelentes é a forma mais eficaz de prevenção.

Outro ponto importante é a tosa responsável: retirar completamente a pelagem de algumas raças expõe a pele à radiação solar, aumentando o risco de queimaduras e insolação, já que o próprio pelo atua como isolante térmico contra o calor externo. O mais recomendado é a tosa higiênica e a escovação diária para remover pelos mortos e arejar a pele do animal.

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