Check-up preventivo e controle da pressão arterial são decisivos para conter doenças cardiovasculares silenciosas

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As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de mortalidade no Brasil, mas a ampla maioria dos episódios graves — como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC) — pode ser evitada com diagnóstico precoce e mudanças consistentes no estilo de vida. O grande desafio apontado por cardiologistas é o caráter assintomático de fatores de risco fundamentais, como a hipertensão arterial e o colesterol elevado, que agridem os vasos sanguíneos durante anos sem manifestar qualquer dor ou desconforto evidente.

Dados do Ministério da Saúde indicam que quase um terço da população adulta brasileira convive com níveis pressóricos acima do recomendado (12 por 8), e uma parcela significativa dessas pessoas sequer tem conhecimento da condição. Quando os sintomas finalmente surgem — como tonturas, dores de cabeça persistentes, falta de ar ou palpitações —, o sistema cardiovascular frequentemente já apresenta lesões crônicas.

Para blindar o organismo e garantir longevidade ativa, especialistas reforçam quatro condutas essenciais de saúde preventiva:

  • Aferição periódica da pressão: Medir a pressão arterial ao menos uma vez a cada seis meses deve ser rotina a partir dos 20 anos, ou com maior frequência caso haja histórico familiar de hipertensão ou infarto em parentes de primeiro grau.
  • Exames laboratoriais anuais: O rastreamento simples por meio de dosagens de glicemia de jejum, perfil lipídico completo (colesterol HDL, LDL e triglicérides), creatinina e ácido úrico permite identificar alterações metabólicas em fase inicial, antes que gerem placas nas artérias.
  • Manejo da ingestão de sódio e ultraprocessados: Reduzir o sal adicionado aos alimentos e moderar o consumo de embutidos, temperos prontos e produtos industrializados alivia diretamente a tensão sobre as paredes dos vasos sanguíneos.
  • Movimento diário e controle do estresse: A prática regular de pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada — como caminhadas vigorosas ou ciclismo — atua como um regulador natural da pressão, melhora a sensibilidade à insulina e ajuda a modular a liberação de cortisol no sangue.

A partir dos 40 anos, a realização de exames complementares de imagem e esforço, como o teste ergométrico e o ecocardiograma, torna-se determinante para dimensionar a capacidade cardíaca e orientar com segurança o volume de treinos físicos. Cuidar da saúde cardiovascular de maneira planejada não significa viver sob restrições extremas, mas sim estabelecer uma vigilância ativa que preserve a capacidade de trabalho, disposição e qualidade de vida por décadas.

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