PET NA ANTÁRDIDA
Ter um pet na Antártida é algo praticamente impossível hoje em dia, mas nem sempre foi assim. Atualmente, o continente gelado é regido por leis ambientais rigorosas que visam proteger o ecossistema local, um dos mais isolados e frágeis do planeta.
Aqui está o panorama real sobre animais de estimação no continente branco em 2026:
🚫 A Proibição Oficial (Protocolo de Madri)
Desde 1994, é estritamente proibido levar qualquer animal que não seja da fauna local para a Antártida. Essa regra foi estabelecida pelo Protocolo ao Tratado da Antártida sobre Proteção ao Meio Ambiente.
- O Motivo: O principal medo é a introdução de doenças (como a cinomose canina) que poderiam exterminar colônias inteiras de focas e pinguins que nunca tiveram contato com vírus externos. Além disso, cães poderiam caçar a fauna local.
- As Exceções: Não existem exceções para pets. Nem mesmo cães-guia são permitidos atualmente, devido ao risco biológico.
🐕 O Legado dos Cães de Trenó
Antes da proibição, os cães de trenó (principalmente Huskies e Malamutes) eram os “companheiros de trabalho” essenciais dos exploradores.
- A Despedida: Os últimos cães de trenó foram retirados da Antártida em 22 de fevereiro de 1994, por pesquisadores britânicos. Eles foram levados para o Canadá, onde puderam viver o restante de suas vidas em um clima semelhante, mas sem ameaçar a fauna antártica.
🐧 “Pets” que não são pets
Pesquisadores que passam meses nas bases (como a brasileira Estação Comandante Ferraz) muitas vezes acabam criando laços afetivos com a fauna local, mas existem regras de distância:
- É proibido tocar, alimentar ou se aproximar a menos de 5 metros de pinguins e outras aves, e de 15 a 50 metros de focas e elefantes-marinhos.
- A “companhia” animal se resume à observação científica e à fotografia.
🛳️ E nos Cruzeiros de Turismo?
Se você planeja visitar a Antártida em um cruzeiro (saindo geralmente de Ushuaia):
- Nenhum animal a bordo: Navios de expedição não permitem animais de estimação de passageiros.
- Bio-segurança: Antes de descer no gelo, os turistas precisam aspirar suas roupas e limpar as botas em soluções desinfetantes para garantir que nenhum microrganismo ou semente de planta de fora seja introduzido no continente.
❄️ Curiosidade: Gatos na Antártida?
Historicamente, alguns gatos ficaram famosos no gelo. O mais conhecido foi Mrs. Chippy, que acompanhou o explorador Ernest Shackleton na expedição Endurance em 1914. Infelizmente, quando o navio ficou preso no gelo, Shackleton ordenou que o gato fosse sacrificado junto com alguns cães, pois não poderiam mantê-los durante a fuga a pé. Hoje, existe uma estátua de bronze do gato sobre o túmulo de seu dono em Wellington.



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