AVC

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O AVC (Acidente Vascular Cerebral), popularmente conhecido como “derrame”, é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo. Ele ocorre quando o suprimento de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou reduzido, privando o tecido cerebral de oxigênio e nutrientes.

Em 2026, com o avanço das unidades de pronto atendimento e da telemedicina, o tempo de resposta tornou-se o fator mais crítico para a recuperação total do paciente.


Os Dois Tipos de AVC

É fundamental entender que existem duas formas principais da doença, pois o tratamento para uma pode ser prejudicial para a outra:

  1. AVC Isquêmico: É o mais comum (cerca de 85% dos casos). Ocorre quando um coágulo ou placa de gordura bloqueia uma artéria, impedindo a passagem do sangue para uma área do cérebro.
  2. AVC Hemorrágico: Ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe, causando sangramento dentro ou ao redor do cérebro. Geralmente está ligado a picos de pressão alta ou aneurismas.

A Regra de Ouro: Identificação Rápida (SAMU)

O diagnóstico precoce é o que define se o paciente terá sequelas ou não. A medicina utiliza a sigla SAMU para ajudar qualquer pessoa a identificar os sinais:

  • S (SORRISO): Peça para a pessoa sorrir. Veja se um lado do rosto entorta ou cai.
  • A (ABRAÇO): Peça para ela levantar os dois braços. Veja se um deles cai por falta de força.
  • M (MENSAGEM): Peça para ela repetir uma frase simples ou cantar uma música. Veja se a fala está enrolada ou confusa.
  • U (URGÊNCIA): Se notar qualquer um desses sinais, ligue imediatamente para o 192 ou vá ao hospital mais próximo.

Fatores de Risco e Prevenção

Embora alguns fatores não possam ser alterados (como idade e genética), a grande maioria dos casos de AVC pode ser evitada com controle de hábitos:

  • Hipertensão: A pressão alta é a “inimiga silenciosa” número um das artérias cerebrais.
  • Diabetes: O excesso de açúcar no sangue danifica as paredes dos vasos.
  • Colesterol Elevado: Favorece o entupimento das artérias.
  • Tabagismo e Álcool: Ambos aumentam drasticamente a fragilidade dos vasos sanguíneos.
  • Sedentarismo: A prática de exercícios ajuda a manter a elasticidade vascular.

Avanços em 2026: Tecnologia no Tratamento

Atualmente, o tratamento avançou com a Trombólise Química (medicamentos que dissolvem coágulos) e a Trombectomia Mecânica, onde cateteres ultra-finos entram pelas artérias para “pescar” o coágulo diretamente no cérebro.

Além disso, o uso de inteligência artificial em exames de imagem (tomografias e ressonâncias) agora permite que os médicos identifiquem em segundos qual área do cérebro ainda pode ser salva, agilizando as cirurgias de emergência.


Reabilitação e Sequela

O cérebro possui uma capacidade chamada neuroplasticidade. Com fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento especializado iniciado logo após o evento, muitas pessoas conseguem recuperar movimentos e a fala, “reensinando” o cérebro a realizar funções que foram perdidas durante o ataque.

Lembre-se: No AVC, “tempo é cérebro”. Cada minuto perdido pode significar a perda de milhares de neurônios. Se houver suspeita, nunca espere os sintomas passarem sozinhos.

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