Escoliose: O que é, sintomas, tipos e as melhores formas de tratamento

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A escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna vertebral, caracterizada por uma curvatura lateral anormal que faz com que a coluna se desvie para os lados, assumindo um formato semelhante às letras “C” ou “S”.

Embora pequena alteração no alinhamento da coluna seja comum, a escoliose é diagnosticada clinicamente quando a curvatura no raio-X (medida pelo Ângulo de Cobb) é igual ou superior a 10 graus. A condição atinge milhões de pessoas em todo o mundo e pode surgir em diferentes fases da vida, sendo mais frequente durante o estirão de crescimento na infância e adolescência.

Os Principais Tipos de Escoliose

A escoliose é classificada de acordo com a sua origem e o momento de surgimento:

  1. Escoliose Idiopática (a mais comum): Responde por cerca de 80% a 85% dos casos. O termo idiopática significa que a causa exata não é conhecida, embora exista uma forte predisposição genética. É subdividida conforme a idade de diagnóstico:
    • Infantil: 0 a 3 anos.
    • Juvenil: 4 a 9 anos.
    • Adolescente: 10 a 18 anos (fase de maior risco de progressão devido ao crescimento rápido).
  2. Escoliose Congênita: Decorre de uma má-formação nas vértebras ainda durante o desenvolvimento do feto no útero.
  3. Escoliose Neuromuscular: Causada por doenças neurológicas ou musculares que afetam o controle e a força dos músculos que sustentam a coluna (como paralisia cerebral, distrofia muscular ou espinha bífida).
  4. Escoliose Degenerativa (do adulto): Surge em pessoas mais velhas devido ao desgaste natural das articulações e discos intervertebrais com o passar dos anos.

Sinais de Alerta e Sintomas

Nas fases iniciais, a escoliose idiopática costuma ser indolores, o que pode fazer com que a condição passe despercebida. Os primeiros sinais costumam ser assimetrias corporais visíveis:

  • Ombros desalinhados, com um lado mais alto que o outro.
  • Escápula (asa nas costas) proeminente em um dos lados.
  • Cintura assimétrica (um lado do quadril parece mais elevado ou marcado).
  • Inclinação do tronco para um dos lados.
  • Dor nas costas: É mais comum em adultos com escoliose degenerativa ou em curvas graves de adolescentes.

Teste de Adams: É um teste simples de triagem muito utilizado por médicos e fisioterapeutas. A pessoa se inclina para a frente com os joelhos estendidos e os braços soltos. Se houver uma elevação (giba) em um dos lados das costas ou da região lombar, há suspeita de escoliose.

Mitos Frequentes sobre a Escoliose

  • “Carregar mochila pesada causa escoliose”: Mito. O excesso de peso ou o hábito de carregar mochilas de um lado só pode causar dor muscular e má postura, mas não altera a estrutura óssea para gerar uma escoliose estrutural.
  • “Postura ruim no computador causa escoliose”: Mito. A má postura gera desbalanço muscular e dor, mas não é a responsável pelo surgimento da escoliose idiopática.

Opções de Tratamento

O tratamento depende de fatores como a causa da escoliose, a gravidade da curvatura (medida em graus) e se o paciente ainda tem potencial de crescimento ósseo:

Gravidade da CurvaConduta Indicada
Leve (menos de 20°)Observação e Fisioterapia: Acompanhamento radiográfico periódico e exercícios terapêuticos específicos para escoliose (como RPG ou método Schroth) para fortalecimento do tronco.
Moderada (20° a 40°)Uso de Colete Ortopédico + Fisioterapia: Em crianças e adolescentes em fase de crescimento, o uso de coletes (como o colete de Boston ou Rigo-Chêneau) previne a progressão da curva.
Grave (acima de 40° a 50°)Cirurgia (Artrodese da Coluna): Indicada quando a curva continua aumentando ou compromete funções respiratórias e cardíacas. O procedimento alinha e funde as vértebras afetadas com hastes e parafusos de titânio.

A Importância do Diagnóstico Precoce

Quanto mais cedo a escoliose for identificada em crianças e adolescentes, maiores são as chances de conter a progressão da curvatura apenas com tratamentos conservadores (colete e fisioterapia), evitando a necessidade de intervenção cirúrgica na vida adulta. Exames de rotina no pediatra e a observação da postura dos filhos em casa são as melhores ferramentas de prevenção.

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