FARRA DO INSS: Jatinho ligado ao deputado Euclydes Pettersen vai a leilão judicial por R$ 8 milhões
Aeronave bimotor com prefixo alusivo ao parlamentar mineiro havia sido sequestrada por determinação do STF no âmbito de investigações sobre desvios previdenciários.
Um jatinho executivo avaliado em R$ 8 milhões, ligado ao deputado federal mineiro Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), foi colocado em leilão judicial. A alienação do bem decorre de medida cautelar expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o sequestro da aeronave em fevereiro deste ano.
A aeronave, um bimotor modelo Beech Aircraft 400A com pintura estilizada em preto e vermelho, opera sob o prefixo PS-EPN. De acordo com os relatórios da Polícia Federal, a combinação final das letras do registro faz alusão direta às iniciais do parlamentar: Euclydes Pettersen Neto.
Conexão com esquema de fraudes
O parlamentar foi indiciado pela corporação pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. As investigações apuram um suposto esquema de fraudes com descontos associativos indevidos que teria causado rombo superior a R$ 700 milhões a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Nos autos da investigação, a PF constatou que a BRA Construtora — empresa apontada como participante nas movimentações financeiras suspeitas do grupo — arcou com despesas de aproximadamente R$ 387 mil exclusivamente destinadas à reforma e pintura da aeronave executiva.
Regras do certame e situação técnica
O edital estabelece o lance inicial de R$ 8 milhões para arrematação, com incremento mínimo fixado em R$ 1 mil e taxa de 5% de comissão ao leiloeiro. A quitação deverá ocorrer à vista, no prazo de até 24 horas após o encerramento da disputa judicial.
O documento de leilão alerta ainda que a documentação técnica da aeronave exige regularização: o jato encontra-se atualmente com o Certificado de Registro de Aeronave e o Certificado de Aeronavegabilidade vencidos ou suspensos perante a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Os custos para revalidação operacional e a liberação física do bem correrão por conta do arrematante, condicionada à homologação do juízo.



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