FIEMG vê avanço na assinatura do acordo União Europeia–Mercosul e destaca a necessidade de avaliar com atenção impactos para a indústria
Acordo Mercosul–União Europeia: FIEMG Monitora Avanços e Alerta para Impactos na Indústria
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) acompanha com atenção os recentes desdobramentos para a assinatura definitiva do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Embora veja o tratado como uma janela histórica de oportunidades para a inserção global do Brasil, a entidade reforça a necessidade de uma análise minuciosa sobre os impactos competitivos para o setor produtivo nacional.
Otimismo com Cautela
Para a FIEMG, a integração entre os dois blocos pode representar um salto nas exportações mineiras, especialmente para setores como agronegócio, mineração e produtos de base. Contudo, a preocupação central reside na assimetria competitiva.
A entidade destaca que a indústria brasileira ainda enfrenta o chamado “Custo Brasil” — que inclui alta carga tributária, logística cara e burocracia excessiva —, enquanto os produtos europeus chegam ao mercado com subsídios e financiamentos mais acessíveis.
Pontos de Atenção Destacados pela FIEMG:
- Regras de Origem: A definição precisa de quanto de um produto deve ser fabricado localmente para obter as vantagens do acordo é vital para evitar a triangulação de mercadorias de terceiros países.
- Sustentabilidade e Clima: A FIEMG defende que as exigências ambientais da União Europeia não podem ser utilizadas como barreiras protecionistas disfarçadas, prejudicando o produtor brasileiro que já segue legislações rigorosas.
- Prazos de Desoneração: A federação defende que a abertura do mercado brasileiro para produtos industrializados europeus ocorra de forma gradual, permitindo que a indústria local se modernize e se adapte à nova concorrência.
O Peso de Minas Gerais
Minas Gerais possui uma pauta exportadora robusta e a União Europeia é um dos seus principais parceiros. A FIEMG entende que o acordo pode facilitar o acesso de pequenas e médias empresas mineiras ao mercado europeu, desde que existam mecanismos de apoio à inovação e ao crédito.
“O acordo é estratégico, mas não pode ser assinado a qualquer custo. Precisamos de um ambiente de negócios interno que permita à nossa indústria competir em pé de igualdade com os gigantes europeus”, afirma o posicionamento técnico da federação.
Resumo do Impacto Esperado
| Oportunidades | Desafios |
| Acesso a um mercado de 500 milhões de consumidores | Concorrência com produtos europeus subsidiados |
| Atração de investimentos estrangeiros | Adaptação a normas técnicas rigorosas da UE |
| Redução de tarifas para insumos tecnológicos | Necessidade urgente de reformas internas (Tributária/Logística) |



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