Minas Gerais vai investir R$ 442 milhões para proteger agropecuária de incêndios

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O Governo de Minas Gerais lançou o Plano Estadual de Enfrentamento aos Incêndios Florestais, com um investimento robusto de R$ 442 milhões (sendo R$ 440 milhões direcionados às ações macro de segurança e o restante pulverizado em parcerias de fomento). O foco principal é blindar a biodiversidade do estado e mitigar os severos prejuízos econômicos que as queimadas causam ao agronegócio mineiro.

A iniciativa responde diretamente aos alertas climáticos que apontam para um período de estiagem e seca prolongada no estado.

Como o recurso será distribuído?

O orçamento foi desenhado para cobrir um planejamento estratégico de longo prazo (com diretrizes fixadas até 2031) e será aplicado em frentes emergenciais e tecnológicas:

  • Reforço Humano e Combate Direto: Contratação temporária de brigadistas e fortalecimento das equipes de resposta rápida da Força-Tarefa Previncêndio e do Corpo de Bombeiros.
  • Logística e Infraestrutura Aeroespacial: Locação e manutenção de aeronaves de combate a incêndios e veículos utilitários para alcançar áreas de difícil acesso na zona rural e em Unidades de Conservação.
  • Bases Avançadas: Instalação de oito Bases Operacionais Avançadas em regiões críticas, incluindo uma nova estrutura na região da Serra do Papagaio.
  • Monitoramento e Comunicação: Ampliação de sistemas digitais de monitoramento via satélite e modernização da infraestrutura de comunicação de rádio e dados para diminuir o tempo de resposta entre a detecção do foco e a chegada das equipes.

A estratégia de governança interinstitucional

Diferente de ações pontuais de anos anteriores, o plano se destaca por unir forças entre setores que antes atuavam de forma fragmentada. O decreto integra:

  1. Órgãos Públicos e Forças de Segurança: Secretaria de Agricultura (Seapa), Secretaria de Meio Ambiente (Semad) e Polícia Militar de Meio Ambiente.
  2. Setor Produtivo: Federações e associações do agro para criar protocolos de intenção e treinar produtores rurais na criação de aceiros e manejo correto do solo.
  3. Academia e Sociedade Civil: Apoio de universidades públicas para mapear dinâmicas de vento, focos históricos e vulnerabilidade hídrica.

O papel do produtor rural: A diretoria da Seapa e frentes parlamentares ligadas ao agro reforçam que o produtor rural é um dos elos que mais sofre com os incêndios criminosos ou acidentais — que destroem lavouras de cana-de-açúcar, pastagens e plantações de café em poucos minutos. A meta principal do governo é reduzir drasticamente o total de área queimada em perímetros produtivos neste ano.

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