Muares de Elite: O Mercado que Transforma Tradição em Negócios Milionários no Agro Brasileiro
De animais de carga a estrelas de leilões, mulas e burros de patrão atingem preços recordes; entenda por que o setor se tornou um dos investimentos mais seguros do agronegócio.
Por Redação BSNotícias
Se você ainda pensa que mulas e burros servem apenas para o trabalho pesado nas lidas do sertão, o mercado de 2026 vai te surpreender. O setor de muares no Brasil passa por uma transformação sem precedentes, impulsionado pela seleção genética e por uma demanda crescente de pecuaristas que buscam o chamado “animal de patrão” — aquele que une resistência, conforto na sela e uma beleza estética que valoriza qualquer tropa.
A Genética que Vale Ouro
O segredo desse sucesso está no cruzamento de jumentos da raça Pêga (o grande pilar da genética nacional) com éguas de raças nobres, como o Mangalarga Marchador e o Quarto de Milha.
- O Resultado: Animais com o vigor e a inteligência dos jumentos, mas com a marcha macia e a docilidade dos cavalos.
- Valorização: Em leilões recentes realizados em Minas Gerais e Goiás, não é raro ver mulas de elite sendo arrematadas por valores que variam de R$ 50 mil a R$ 200 mil, superando muitos cavalos puro-sangue.
Por que Investir em Muares?
Especialistas ouvidos pelo BSNotícias apontam que o muar é um “investimento rústico”.
- Resistência: Suportam melhor o calor e as longas distâncias, com cascos mais resistentes e menor exigência nutricional que os cavalos.
- Longevidade: Enquanto um cavalo trabalha bem até os 18-20 anos, um burro ou mula bem cuidado pode ser produtivo até os 30 anos.
- Multifuncionalidade: São usados na lida com o gado (onde sua inteligência ajuda a antecipar movimentos do boi), em provas de marcha e nas cavalgadas de luxo, que movimentam o turismo rural em todo o país.
Minas Gerais: O Berço da Seleção
O estado de Minas Gerais continua sendo o grande exportador de genética muar para o resto do Brasil. Criatórios tradicionais no Centro-Oeste e no Sul de Minas ditam as regras do mercado. Para o produtor do Leste de Minas, o setor oferece uma oportunidade de diversificação: criar muares de qualidade exige menos espaço que o gado de corte e oferece uma liquidez alta, já que a procura por animais “domados e bons de sela” é sempre maior que a oferta.
O Futuro do Setor
Com a profissionalização das competições de marcha e o crescimento das “Muladeiras” (eventos dedicados exclusivamente aos muares), o mercado tende a se valorizar ainda mais. Em 2026, o muar deixou de ser o “primo pobre” da cavalaria para se tornar um símbolo de status e eficiência no agronegócio moderno.
“Quem monta em uma mula de marcha hoje não quer mais saber de outra coisa. O conforto e a segurança que esses animais passam são o diferencial que sustenta esses preços altos”, destaca a análise técnica do BSNotícias.
Você já teve a experiência de montar um muar de marcha? Acredita que o investimento na genética Pêga é o futuro da sua tropa? Comente no portal BSNotícias e compartilhe suas histórias de cavalgada!



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